A Diabetes mellitus é uma doença cronica na qual a deficiência do hormônio insulina prejudica a capacidade do organismo de metabolizar o açúcar.

É uma das doenças endócrinas (hormonais) mais comuns em cães.

Existem 2 tipos de diabetes em cães.

O tipo I ocorre quando não há produção de insulina. Ela costuma ocorrer por uma destruição das células produtoras de insulina no pâncreas. Neste caso, é necessário que o animal receba injeções de insulina para controlar a doença.

O tipo II ocorre quando a insulina é produzida, mas não consegue ser aproveitada pelo organismo.

99% dos cães apresenta a Diabetes tipo I.

A Diabetes mellitus é mais comum em cães femeas, entre 7 e 9 anos, mas também existe a diabetes juvenil que ocorre em cachorros com até menos de 1 ano.

Todas as raças podem apresentar a doença, mas ela é mais frequente nos cães das seguintes raças: samoieda, schnauzer, bichon frise, fox terrier e poodle.

A Diabetes mellitus promove uma incapacidade dos tecidos em utilizar a glicose. Os sintomas ocorrem como consequência de níveis elevados de açúcar no sangue, fornecimento insuficiente de açúcar para os tecidos e alterações no metabolismo.

Alguns fatores de risco podem aumentar o risco do animal desenvolver a Diabetes, como a obesidade (saiba mais aqui), pancreatites recorrentes, o hiperadrenocorticismo (doença de Cushing) e a administração de drogas como glicocorticoides e progesteronas, que antagonizam a insulina.

Os sintomas mais comuns, que devem chamar a atenção são:

  • muita sede (polidipsia)
  • aumento da frequência de urina (poliuria)
  • emagrecimento, com apetite
  • cegueira repentina
  • letargia, prostração

O diagnóstico deve ser realizado o quanto antes e deve identificar quais as causas que podem ter levado ao surgimento da doença.

É fundamental realizar exames complementares (sangue, urina, ultrassonografia) para definir o tratamento adequado.

O tratamento exige injeções de insulina uma ou duas vezes ao dia, para controlar a glicemia (glicose no sangue).

A aplicação é sub-cutânea e a maioria dos animais e seus tutores se acostumam bem ao tratamento.

As medicações hipoglicemiantes por via oral são indicadas somente para animais com Diabetes tipo II, quando há produção de insulina.

Uma dieta rica em fibras, o controle de peso e a pratica de exercícios regulares são fundamentais para um bom controle da doença.

A castração é indicada nas fêmeas diabéticas para reduzir os efeitos dos hormônios na função da insulina.
É importante evitar e tratar infecções urinárias, se ocorrerem.

O inicio do tratamento pode ser trabalhoso, até que as doses de insulina estejam definidas.

A curva glicêmica (dosagens repetidas da glicemia) ajudam a determinar o melhor tipo de insulina para cada animal, assim como a frequência de sua administração.

O prognóstico depende da saúde geral do cão, de outras doenças presentes, da habilidade e disponibilidade do tutor em tratar seu animal.

Muitos cães vivem felizes e com saúde, por muitos anos, após o diagnostico da Diabetes.


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