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Quem tem gato já deve ter ouvido falar das doenças renais e da necessidade de garantir que eles bebam o máximo de líquido possível, certo?

É verdade, os gatos tendem a sofrer de problemas no sistema urinário e de fato devemos estimular que eles bebam muito líquido.

Um gato deve consumir idealmente entre 30 a 60 ml de água por kilo de peso, por dia.

Não é costume medir a quantidade que eles bebem e existe uma variação grande de acordo com a alimentação.

Mas porque os gatos bebem menos água do que deveriam?

Na natureza, os gatos fazem pequenas refeições, várias vezes ao dia.

São as presas que eles caçam –  insetos, pássaros, roedores e outros pequenos animais.

Estas presas têm o corpo constituído pricipalmente de água! Assim como nós humanos e os gatos.

Quando os gatos caçavam, grande parte da necessidade de ingerir líquidos era consumida na alimentação.

Provavelmente por este motivo, eles não têm o hábito de beber muita água.

Esta situação se agrava quando os gatos comem somente ração seca.

Por estes motivos nós precisamos oferecer e estimular que os gatos bebam o máximo possível.

Temos algumas estratégias para atingir nosso objetivo:

  • oferecer alimento úmido, todos os dias
  • gatos preferem água limpa, fresca e de prefrência, corrente! Considere oferecer uma fonte para seu(s) gato(s)
  • os potes transparentes permitem que eles tenham a certeza que a água está limpa
  • os potes de boca larga permitem que eles bebam água sem encostar os bigodes nas bordas
  • os potes cheios até a boca agradam bastante!
  • gatos podem ter medo ou não gostar de frequentar alguns cômodos da casa (perto de um outro animal ou da máquina de lavar, por ex.) – posicione o bebedouro em um local que ele se sinta seguro
  • evite posicionar o pote de água ao lado do pote de comida ou da caixa sanitária – o cheiro pode influenciar a avaliação de que a água está limpa
  • considere espalhar vários potes pela casa, especialmente se você tem mais de um gato ou se algum dos seus animais apresenta alguma doença urinária
  • ofereça gelo, dentro e fora do pote – alguns gatos adoram e até brincam com ele

Se o seu gato só come ração seca, ele precisa beber mais água.

Se ele come também alimentos úmidos, ele provavelmente vai beber menos.

Não é difícil pesar o gato e depois medir quantos mililitros (ml) têm no pote dele.

Basta anotar a hora que o pote foi enchido e medir quanto tinha no pote 12 ou 24 horas depois.

Também é importante observar se seu gato está urinando todos os dias e se esta urina tem o aspecto normal (coloração, cheiro).

Qualquer alteração deve ser checada.

Existem vários problemas urinários, hormonais e metabólicos que podem causar alterações na frequência e características da urina.

Nestes casos é fundamental que o gato receba atendimento veterinário.

A cultura popular e os desenhos animados mantém a crença que os gatos devem beber leite.

Mas muitos gatos apresentam fezes líquidas quando tomam leite.

Isto porque o açucar do leite da vaca, a lactose, não é bem digerido por gatos adultos (assim como muitos seres humanos).

Se o seu gato ama leite e quase não bebe água, podemos tentar diluir este leite ao máximo.

Se os eu gato gosta de beber água do vaso sanitário, mantenha a tampa fechada!

O ideal é oferecer água fresca, limpa e de preferência corrente.

Mas evite oferecer água na torneira – o planeta agradece e evitamos condicionar o gato a nos “exigir” abrir a torneira sempre que nos aproximamos da pia.

Existem muitos tipos de fontes no mercado – da mais cara a mais barata – e também muitos tutoriais ensinando a fazer uma fonte, usando uma simples bomba de aquario e pote de sorvete de 2 litros.

 

 

 

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A giardíase é uma doença causada pelo protozoário Giardia lamblia e pode ser transmitida do animal para o homem e vice-versa, e por isso é considerada uma zoonose pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Nós podemos nos contaminar quando ingerimos água ou alimentos contaminados pelos cistos (“ovos”) do protozoário. Os cães também se contaminam da mesma forma, sendo que nos locais frequentados por muitos cachorros os casos de recontaminação são frequentes devido à dificuldade de remover os cistos (“ovos”) do ambiente.

Os cistos também podem ser encontrados nos pelos dos animais.

A giardíase é uma doença bastante comum, mas pouco conhecida pelas famílias que possuem cães.

Seus sintomas mais frequentes são:

  • diarreia, fezes pastosas e fétidas
  • vômitos
  • dor abdominal
  • desidratação e perda de peso

Por conta destes sintomas, a infecção pode ser facilmente confundida com outras doenças intestinais e tratada de maneira incorreta.

Para saber mais sobre fezes pastosas e diarreia, clique aqui.

Por isso, é fundamental identificá-la e, acima de tudo, prevení-la.

A vacinação é uma opção segura e eficaz para proteger seu cão da giardíase.

O tratamentos é simples, mas as reinfecções são frequentes, pois os protozoários eliminados nas fezes podem contaminar novamente o ambiente e causar nova infecção.

Alguns cães, mesmo infectados, não apresentam qualquer sintoma, mas continuam eliminando os cistos (“ovos”) no ambiente podendo infectar crianças, adultos e outros animais.

A Zoetis disponibiliza a vacina Giardiavax, única no mercado brasileiro para evitar a giardíase em cães. Administrada em duas doses na primeira vacinação e em dose única anual para animais já vacinados, GiardiaVax é indicada para cães saudáveis a partir de oito semanas de idade, com intervalo de duas a quatro semanas entre as doses. A proteção é ocorre 15 dias após a aplicação da segunda dose da vacina.

Também é importante caprichar na limpeza dos locais em que o cão mora ou frequenta.

Contaminação em humanos

Estudos científicos revelam que uma em cada cinco crianças brasileiras em fase pré-escolar (de 2 a 6 anos) apresentam infecção por giardíase. Em creches, a frequência da doença chega a atingir mais da metade das crianças, devido ao uso de água não fervida e não filtrada (Scalia LA, Fava NM, Soares RM et al. Multilocus genotyping of Giardia duodenalis in Brazilian children. Trans R Soc Trop Med Hyg., 110(6):343-349, 2016).

A lavagem das mãos apenas com água não é suficiente e é um fator de risco para a contaminação. Vale lembrar que os cistos(“ovos”) de Giardia e de outros parasitas podem ser encontrados em águas de esgoto, tanto tratado como não tratado.

Pensando na saúde pública, a Zoetis desenvolveu um vídeo sobre a doença, explicando a transmissão e os cuidados importantes para prevenção.

 

Assista o vídeo:

 

Vamos proteger toda nossa família!

 

As informações deste folheto abaixo são muito claras e úteis!

Clique aqui para acessar o PDF

 

 

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sharpei fezes

Estes sintomas são muito comuns nos cães.

Existem muitas causas possíveis e a gravidade do quadro também é muito variável.

Alguns casos podem se resolver sozinhos, sem maiores problemas e outros precisam de atendimento veterinário, exames e tratamento mais prolongado.

Existe uma grande diferença entre fezes pastosas e diarreia.

Um animal pode evacuar fezes pastosas ou moles, somente 1 ou 2 vezes ao dia e isto não é diarreia.

A diarreia se caracteriza pelo aumento do volume das fezes, diminuição na consistência e/ou presença de líquido e aumento da freqüência das evacuações.

Frequentemente, o cheiro das fezes também é diferente, mais fétidas que o normal e o animal pode apresentar sinais de dificuldade para evacuar (tenesmo).

Eles também podem sentir dores abdominais, mas como sabemos (para saber mais, clique aqui), os cães e gatos raramente reclamam ou choram de dor. Eles ficam quietos e muitas vezes assumem uma postura “enroladinha”, alongam o corpo de vez em quando ou ficam inquietos, andando de um lado para o outro.

Muitas vezes, o animal também apresenta vômitos, que é o ato de expelir o conteúdo do estômago pela boca.

Os cães não têm tanta dificuldade para vomitar, como nós humanos. Além da posição quadrúpede facilitar o movimento (o alimento não precisa subir do estomago para a boca), faz parte do comportamento ancestral canino regurgitar o alimento que foi caçado para seus filhotes.

Quando o animal apresenta vômitos e diarreia, ele pode estar com um quadro de gastroenterite.

As causas de uma gastroenterite podem ser muito variadas.

As mais simples podem ser causadas por hábitos alimentares inadequados, como comer muita quantidade, comer rápido demais, comer itens não digeríveis, mudanças na dieta, comer lixo ou comida estragada, por exemplo.

As causas mais graves podem ser: infecções, viroses, parasitos (vermes), intoxicações, envenenamentos, diabetes, pancreatite, doença renal ou hepática e até câncer, entre outras.

Quando a causa é simples, os animais costumam se recuperar sozinhos.

Eles parecem ter uma sabedoria (que a nossa gula humana não permite) e ficam em jejum. Muitas vezes, basta esperar algumas horas, respeitar o jejum e tudo volta ao normal.

Às vezes, precisamos oferecer uma dieta leve, antes de voltar para a ração ou alimentação rotineira.

É fundamental realizar um tratamento e prevenção contra parasitos intestinais nos filhotes e pelo menos de 6/6 meses, nos adultos.

Saiba mais sobre filhotes, clicando aqui.

Mas se o quadro estiver acompanhado de prostração, presença de sangue nas fezes (muitas vezes, o aspecto é parecido com geleia de morango) e/ou muco (parece um catarro nas fezes), é importante levar o animal para atendimento veterinário.

Os vômitos e a diarreia podem levar o animal a um quadro de desidratação e desequilíbrio eletrolítico, especialmente se o animal for filhote ou idoso.

Se o quadro de vômitos for intenso, não adianta tentar medicar o animal por via oral, ele pode vomitar a medicação, antes mesmo dela fazer efeito.

Nestes casos, é fundamental que o animal seja examinado e medicado por um(a) médico(a) veterinário(a).

Pode ser necessário realizar exames complementares como hemograma, bioquímica, radiografias, ultrassonografia e colonoscopia para definir o diagnóstico e tratamento.

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