coceira apoquel

A maior queixa das famílias brasileiras que levam seus cães para atendimento veterinário no Brasil, é a coceira.

Um levantamento recente mostrou que este número chega a 40%!

Sabemos que além do desconforto para o animal, um cachorro que se coça também abala a tranquilidade da família.

Antigamente, um problema de pele num cachorro que passava toda sua vida num quintal, afastado da família, poderia nem ser percebido.

Atualmente, os cães convivem conosco dentro de casa, sobem no sofá e muitas vezes dormem nas nossas camas (eu adoro! Para saber mais, clique aqui).

Ao primeiro sinal de coceira, a família já percebe que algo está incomodando o cão.

Ele se coça tanto que ninguém mais consegue dormir!

Se a situação não for controlada, podemos chegar ao ponto de ter um animal cheio de feridas na pele, queda intensa de pelos e mau cheiro.

O diagnóstico das doenças de pele nem sempre é fácil (para saber mais, clique aqui).

Quando se trata de um quadro de alergia é preciso ter paciência e persistência.

Para definir a causa da alergia, o veterinário precisa examinar o animal e obter muitas informações a respeito da rotina deste cão.

Os cães podem ser alérgicos a qualquer substância! Assim como nós, humanos.

Para saber mais sobre alergias, clique aqui.

Quando não podemos impedir o contato do animal com a causa da alergia, como nas dermatites atópicas (animais alérgicos a substâncias do ambiente como ácaros, poeira etc) o desfaio é ainda maior.

O primeiro objetivo do tratamento é o alívio da coceira.

Finalmente temos a opção de uma terapia inovadora indicada para o tratamento da coceira associado às dermatites alérgicas caninas, incluindo a dermatite atópica, uma doença crônica.

A chegada do Apoquel no Brasil é uma novidade a ser comemorada, tendo em vista seu efeito rápido (início do alívio em até 4 horas!) e sua indicação para diversos tipos de alergias como as alimentares, as causadas por ectoparasitas, como pulgas e a dermatite atópica.

Outro diferencial do Apoquel é a segurança no uso prolongado, pois tem a eficácia e a rapidez dos corticoides, sem causar os efeitos colaterais destes medicamentos.

Utilizados como uma das poucas opções para o tratamento da coceira até o surgimento do Apoquel, os corticoides podem trazer muito prejuízo à saúde dos animais. Em curto prazo, os cães ficam com a respiração ofegante, urinam demais, têm sede e fome excessivas. Em longo prazo, podem sofrer de pancreatite, diabetes, perda de massa muscular, aumento de peso e infecções, entre outras complicações.

É muito importante buscar definir as causas das doenças de pele. Apesar dos sintomas serem muito parecidos (coceira, perda de pelos, feridas, mal cheiro), o diagnóstico e o tratamento podem ser muito diferentes.

Como as alergias são dificilmente curadas e sim controladas, o alívio da coceira é um grande benefício.

Converse com a(o) veterinária(o) de sua confiança e ofereça conforto para seu cão!

Assista o filme:

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keep calm and love cats

A toxoplasmose e a esporotricose são zoonoses, isto é, doenças que são transmitidas entre os animais e seres humanos e vice-versa.

A maioria das doenças não são transmitidas entre espécies diferentes, mas algumas são e precisamos saber como se dá a contaminação para evitar confusões, preconceitos e o abandono de animais.

TOXOPLASMOSE

A toxoplasmose é uma doença de interesse em saúde pública, pois pode provocar sérios danos aos fetos, tanto em humanos quanto nos animais. Seu agente etiológico é um protozoário denominado Toxoplasma gondii.

Todos os animais podem desenvolvê-la, mas os felídeos são os únicos hospedeiros definitivos.  Isto significa que eles são os únicos a eliminar os oocistos no ambiente.

A transmissão da doença pode ocorrer de três formas:

  1.  ingestão de carne crua ou mal cozida de animais infectados (ratos que os gatos caçam também!) contendo cistos de Toxoplasma, – fonte de infecção mais comum para os gatos e outros animais, inclusive os humanos – evite comer carne mal passada e oferecer carne crua para seu gato
  2. ingestão de oocistos eliminados nas fezes de gatos, mas é fundamental saber que estes oocistos precisam esporular, isto é, necessitam de alguns dias no solo para se tornarem infectantes. A contaminação pelas fezes dos gatos que usam caixa sanitária é muito difícil! Nós limpamos diariamente! Cuidado com alimentos contaminados por fezes, pois os oocistos podem ser transportados por baratas, moscas e minhocas
  3. infecção congênita, transplacentária (da grávida para os bebe, ou filhotes), esta fonte de infecção é incomum nos cães e gatos, mas pode ser causa de aborto, natimortos ou mortalidade neonatal

A doença é comum, mas os sinais clínicos são raros, sendo que nos gatos os órgãos mais afetados são os pulmões e os olhos, enquanto que nos cães podem ocorrer sintomas neurológicos.

A toxoplasmose nos seres humanos pode não apresentar sinais clínicos específicos, alguns pacientes apresentam febre, fraqueza e aumentos dos linfonodos, porém ela é capaz de causar doença severa, principalmente quando na sua forma congênita (transmissão da mãe para o bebe). Por este motivo, todas as grávidas precisam fazer exame específico para diagnóstico de toxoplasmose.

O diagnóstico deve ser realizado através de exames laboratoriais.

O tratamento existe e deve ser realizado, procure atendimento veterinário e/ou médico.

ESPOROTRICOSE

A esporotricose é uma micose causada por fungo (Sporothrix Schenckii) que vive nas plantas, restos vegetais e solo.

Ela é mais comum em pessoas que trabalham com plantas e terra como jardineiros e agricultores, por exemplo.

A contaminação ocorre quando o fungo penetra numa lesão na pele. Espinhos de flores, plantas e farpas de madeira são as principais fontes de contaminação.

Frequentemente ela é chamada de forma equivocada, como “doença do gato”.

O gato apresenta comportamentos típicos de arranhar cascas de árvores e enterrar suas fezes o que predispõe a contaminação através do contato com plantas e terra. Gatos também tendem a defender seu território e se envolvem em brigas com outros animais.

Se o gato for infectado, pode transmitir a esporotricose para outros gatos e animais (nós inclusive) através do contato direto com as feridas, arranhões e/ou mordeduras.

A micose se manifesta inicialmente através de lesões na pele, geralmente na cabeça, mãos, patas e caudas, mas também pode acometer órgãos internos.

As lesões podem ser confundidas com feridas causadas por brigas entre gatos, mas elas costumam evoluir para úlceras com pus e crosta. Os gatos também podem desenvolver lesões no focinho, chamadas de “nariz de palhaço” e apresentar dificuldade respiratória.

nariz de palhaço esporotricose

“nariz de palhaço”

esporotricose

lesão na cabeça – esporotricose

 

É muito importante castrar os gatos para evitar que eles saiam de casa, briguem e não se infectem com plantas contaminadas com o fungo.

Para saber mais sobre castração, clique aqui.

O diagnóstico deve ser realizado por exame direto, cultura ou exame histopatológico.

A esporotricose tem cura e quanto mais rápido for iniciado o tratamento, mais fácil é a cura.

Em caso de suspeita da doença, leve seu animal para atendimento veterinário.

Alguns fatores podem dificultar a cura da esporotricose felina, como a necessidade de um tratamento prolongado, a dificuldade de administrar medicamentos por via oral em gatos e o custo do remédio. Para saber como medicar seu gato, clique aqui.

Se o tratamento for realizado de forma adequada, diminuirá o número de casos resultantes em óbito, eutanásia ou abandono e consequentemente reduzirá a transmissão da doença para outros animais e seres humanos.

Na Fiocruz,  o Instituto nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) é a unidade que pesquisa a esporotricose. Para mais informações, clique aqui.

O Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman também pode contribuir com informações. O IJV fica na Avenida Bartolomeu Gusmão 1.120, em São Cristóvão, Rio de Janeiro. O contato é: ijv@rio.rj.gov.br

Dia 15/03/17, participei do #EncontrocomFatimaBernardes e o tema era sobre Toxoplasmose e Esporotricose.

Clique aqui para assistir a primeira parte e aqui para a continuação.

 

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