reveillon-rio-de-janeiro-02

Todo fim de ano recebo alguns telefonemas com esta mesma preocupação.

Quem tem um animal que sofre com medo de fogos tem muitos motivos para se preocupar.

Ter medo dos fogos é normal.

Para os animais, os barulhos altos costumam significar a aproximação de um perigo.

É um instinto de proteção fugir e/ou se esconder para não se machucar.

Outro motivo, é o fato da audição dos cães e gatos ser mais sensível que a humana. Eles escutam um intervalo de frequência maior que o nosso:

Homem – 20 Hz a 20 Khz

Cão  – 40 Hz a 60 Khz

Gato – 20 Hz a 78 Khz

Isto significa que eles percebem sons inaudíveis para nós.

Alguns animais são mais medrosos que outros por questões genéticas ou porque já sofreram experiências traumáticas em dias de queimas de fogos, tiroteios ou tempestades.

Existe tratamento para o medo. Mas requer tempo e paciência.

Se estiver muito em cima da hora, não dá tempo de tratar o animal, mas nós podemos e devemos ajudá-los.

Nosso papel é transmitir segurança para o animal com medo. Mas geralmente, a nossa maneira de fazer isso é pegando ele no colo, fazendo carinho e confortando-o.

Agir assim não é recomendado. O animal pode confundir  a nossa atitude e achar que estamos elogiando e premiando o comportamento medroso com a recompensa do carinho

E ainda pior: o bicho pode pensar que nós também estamos inseguros.

Então, como agir?

O tratamento ideal é a dessensibilização. Mas este processo é longo (pode demorar alguns meses).

Isto significa expor o animal ao som, gradualmente, enquanto ele se diverte. Se o tratamento for bem feito, o cão pode ficar curado e não mais apresentar os sinais de pânico.

Existem CDs com este programa de dessensibilização. Se necessário, peça ajuda ao seu veterinário e/ou adestrador.

Se o seu animal tem uma “toca”, um local protegido que ele se sente bem, facilite o acesso dele a este local.

Se o seu cachorro conhece comandos de adestramento, experimente fazer exercícios, elogiar e brincar bastante com ele assim que começam os barulhos dos fogos. Esta medida faz com que ele sinta uma sensação de bem estar e relaxamento, transformando o estado emocional dele.

Alguns animais ficam completamente “dominados” pelo medo e chega a ser impossível desviar a atenção deles para outra atividade. Neste caso é necessário realizar a dessensibilização com antecedência.

Se a família vai sair de casa para a passagem de final de ano, deixe seu animal no local que ele mais gosta da casa, de preferência com uma peça de roupa sua usada, perto dele.

Ligue o som (alto), com uma música suave, feche as janelas e ligue o ar condicionado ou ventilador na modalidade mais barulhenta. Ofereça brinquedos interativos para os cães (existem vários tipos para rechear com petiscos, por exemplo) e não se despeça, se for sair.

O ideal é ele estar cansado. Leve-o para passear, correr e brincar MUITO na tarde do dia 31/12, antes dos “ansiosos de plantão” começarem a soltar fogos.

O colete “Thundershirt” (à venda em algumas petshops) também ajuda bastante.

Eu também recomendo o colete para outros medos (ex: medo de rua, de consulta veterinária) e para animais que sofrem de ansiedade de separação (saiba mais aqui) .

Se o seu animal apresenta sinais de pânico, procura se esconder e até mesmo “atravessar” paredes quando os fogos começam, procure seu veterinário e converse sobre a possibilidade de medicá-lo.

Infelizmente, não existe um calmante ou outro medicamento que seja seguro e ofereça o efeito desejado imediatamente.

Talvez não dê mais tempo de tratá-lo para este réveillon, mas comece e invista no tratamento, ele vai te agradecer no ano que vem!

Feliz 2017!

 

Leia mais →
fogos brasil

A maioria dos cães sofre quando estouram fogos.

Pode ser em época de jogos de futebol, no réveillon, nas festas juninas e até mesmo quando tem tempestade com trovões.

Um dos motivos, é o fato da audição dos cães ser mais sensível que a humana. Eles alcançam uma frequência maior que a nossa:

Homem – 20 Hz a 20 Khz

Cão  – 20 Hz a 40 Khz

Isto significa que eles escutam sons inaudíveis para nós.

A falta da consciência também influencia muito. Quando escutamos o barulho de uma bomba, podemos até levar um susto, mas sabemos que foi alguém que produziu aquele som, pra a se divertir.

Para os cães, além de ser um som muito forte e alto, é uma surpresa. Eles não sabem a origem e podem confundir com o som de uma catástrofe natural como um terremoto, um desabamento. Quem não se lembra dos animais fugindo da Tsunami minutos antes dela acontecer?

Nós podemos e devemos ajudá-los.

Existe tratamento, e o ideal é a dessensibilização.

Isto significa expor o animal ao som, gradualmente enquanto ele se diverte. Se for bem feito, o cão pode ficar curado e não mais apresentar os sinais de pânico. Peça ajuda ao seu veterinário, existem CDs com este programa de dessensibilização (http://www.bitcao.com.br/index.php?PUID=BSD)

Mas estamos às vésperas da Copa das Confederações… não dá para curá-lo a tempo, mas podemos ao menos amenizar o sofrimento.

Se o seu animal apresenta sinais de pânico, procura se esconder e até mesmo “atravessar” paredes quando os fogos começam, procure seu veterinário e converse sobre a possibilidade de medicá-lo.

Se a família vai ficar em casa, evite consolar o cão quando ele demonstrar desespero. Tente distraí-lo com uma brincadeira, por exemplo. As palavras e gestos carinhosos que usamos para confortar um cão pode confundi-lo. Ele pode achar que estamos elogiando aquele comportamento medroso, fóbico.

Alguns animais ficam completamente “dominados” pelo medo e chega a ser impossível desviar a atenção deles para outra atividade.

Neste caso, deixe seu cão no local preferido da casa, de preferência com uma peça de roupa sua usada perto dele. Ligue o som (alto), com uma música suave, feche as janelas e ligue o ar condicionado ou ventilador na modalidade mais barulhenta. Ofereça brinquedos interativos (existem vários tipos para rechear com petiscos, por exemplo) e não se despeça, se for sair.

Essas medidas não vão livrá-lo do medo, mas podem ajudar.

Boa sorte Brasil!!!

(mas evite soltar fogos! os medrosos agradecem!)

Leia mais →
destruicao

Os cães são capazes de fazer um estrago com os dentes, quem já teve um roedor em casa, sabe disso.

As motivações para roer são diferentes e por isso devemos considerar como um sinal ou um sintoma de outra causa.

Antes de chamar seu cachorro de destruidor, é importante entender por que ele está roendo tudo.

Os filhotes aprendem  tudo sobre seu ambiente através da boca. É como se fosse a fase oral das crianças, eles precisam colocar tudo na boca para matar a curiosidade.

Em geral, coloca-se a “culpa” na troca dos dentes. Por volta dos 4 meses, os filhotes têm seus dentes de leite substituídos por dentes definitivos. Morder tudo pode facilitar esta troca e aliviar o desconforto nas gengivas, mas este não é o principal motivo (saiba mais clicando aqui).

Os alvos da destruição são variados, podem ser os sapatos, móveis, papéis, quinas de paredes…

A primeira medida para evitar maiores estragos, é manter o filhote num cercadinho.  O filhote pode ficar no mesmo ambiente que os donos, mas sem destruir nada. Quando o filhote fica solto, é melhor retirar os itens mais valiosos (ou frágeis) do alcance dele.
Para deixar o filhote sozinho em casa por períodos mais longos, o cercadinho é muito pequeno e ele não terá como evacuar e defecar na área indicada. O ideal é deixá-lo numa área ou cozinha com opções de brinquedos para morder e se distrair.

Infelizmente, nem todos os filhotes param de roer quando crescem. Na verdade, os piores roedores são cães jovens adultos. Cães de raças esportivas (labrador, por ex.) e muito agitadas são mais propensos a destruição e podem demorar até os 2 ou 3 anos de vida para acalmar.

Os adultos que roem muito costumam ter uma razão por detrás deste comportamento.

O medo, ou fobia de barulhos altos (trovão, fogos) e a sensação de abandono são as mais frequentes. Na tentativa de escapar de casa e seguir seu dono, um cão é capaz de cavar uma porta ou parede até fazer um buraco. Para aliviar a ansiedade, um cão procura sapatos, almofadas entre outros objetos para morder. Nestes casos, não é recomendado deixar o animal confinado por causar mais panico ainda. Em geral, a ansiedade de separação (saiba mais em http://www.bichosaudavel.com/deixando-o-cao-sozinho-em-casa/) ocorre assim que o animal fica sozinho e a melhor maneira de confirmar é deixando uma câmera ligada. O que observamos é um animal ansioso que começa a latir, chorar, uivar, cavar, destruir e até mesmo urinar e defecar poucos minutos depois que se percebe sozinho em casa.

Quando a causa é o medo de barulhos, a destruição só ocorre nos dias de tempestades, fogos ou tiros.

O tratamento para estes casos de ansiedade é tratar a própria ansiedade e não só se preocupar com a destruição. Devemos lembrar que se o animal está se comportando assim, é porque está desesperado, sofrendo muito. Alguns animais precisam de um tratamento complexo, envolvendo mudanças comportamento, medicação ansiolítica e dessensibilização.

Para os filhotes, o tratamento é mais simples, basta evitar o acesso aos objetos, realizar adestramento básico e oferecer bons brinquedos interativos.

Saiba mais sobre como tratar o medo de fogos, clicando aqui.

Leia mais →
Carregando..
 
 
focinho do cachorro
rabo do gato