surdo

A surdez ou a diminuição da capacidade de ouvir pode acometer os cães e gatos por diversos motivos.

As alterações nas orelhas e ouvidos são as causas mais comuns: infecções, inflamações, presença de tampões de cera entre outras.

Também existem causas neurológicas como alterações cerebrais (tumores, por ex.), no ouvido interno e no nervo responsável pela audição que podem diminuir a audição dos animais.

Alguns animais podem nascer surdos ou se tornar surdos ainda jovens (em geral causada por uma toxidez medicamentosa).

Já foram descritos casos de surdez hereditária em mais de 35 raças de cães e nestes casos, os animais não devem reproduzir. Nos gatos, a tendência para surdez hereditária costuma ser observada em gatos de pelagem branca e olhos azuis (mas isto não significa que TODO gato branco de olhos azuis é surdo!)

Estas são as raças mais comuns no Brasil:

  • Akita
  • American pit bull terrier
  • American Staffordshire terrier
  • Beagle
  • Border collie
  • Boston terrier
  • Boxer
  • Bull terrier
  • Buldogue Inglês
  • Cocker spaniel
  • Collie
  • Dalmata
  • Doberman pincher
  • Dogo Argentino
  • Setter Inglês
  • Fox terrier
  • Dogue Alemão
  • Maltes
  • Poodle
  • Old English sheepdog
  • Papillon
  • Pointer
  • Rhodesian ridgeback
  • Scottish terrier
  • West Highland white terrier

Mas os casos mais comuns são os idosos que perdem a audição, conforme a idade chega. Para saber mais sobre animais idosos, clique aqui.

Se a surdez (ou diminuição da capacidade de ouvir) for unilateral, dificilmente conseguiremos confirmar porque é necessário usar um equipamento especializado, que geralmente só está disponível em Universidades.

Devemos suspeitar de surdez quando um filhote não responde aos nossos chamados, especialmente quando não podem nos ver. Também é comum eles apresentarem um sono “pesado”, não acordam quando fazemos barulho ao lado dele, se a causa for nas orelhas, eles balançam muito a cabeça e sacodem as orelhas frequentemente.

O primeiro passo é levar o animal para consulta veterinária. Neste momento as orelhas e ouvidos precisam ser examinados e também podemos fazer alguns testes simples com barulhos para observar as reações do animal.

Pode ser necessário fazer um exame de imagem complementar (RX, Ressonância Magnética ou Tomografia) se a suspeita for uma causa neurológica.

Se a causa for uma inflamação, infecção ou a presença de um corpo estranho (pode ser algodão, muita cera) o tratamento é instituído imediatamente e rapidamente percebemos uma melhora no quadro. Nos casos mais graves, pode ser necessário sedar o animal para fazer uma limpeza cuidadosa.

Para saber mais sobre limpeza de orelhas e ouvidos, clique aqui.

As causas neurológicas não podem ser tratadas e infelizmente os cães e gatos não se adaptam bem aos aparelhos auditivos.

Os cães e gatos são capazes de perceber as vibrações dos sons, facilmente. Mas isto não significa que eles escutam. Uma batida de palma forte, uma porta batendo e até mesmo os passos no chão podem ser percebidos por eles.

Devemos usar esta capacidade muito desenvolvida, para ajudá-los.

Também é possível ensinar uma linguagem de sinais, no treinamento dos cães.

O maior cuidado que devemos ter com cães e gatos surdos é com a segurança deles.

Podemos colocar um guizo na coleira deles, para facilitar a localização do animal em casa.

Passear na rua pode ser um grande perigo, já que eles não escutam o barulho de um carro se aproximando, por exemplo.

Estes animais precisam ser monitorados de perto, nunca sair na rua sem coleira, guia e supervisão.

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orelhudo

A limpeza das orelhas de cães e gatos pode ser feita em casa, mas com cuidado!

O canal auditivo é longo e seu trajeto faz uma curva, protegendo o tímpano.

Se o seu cão ou gato apresenta dor e não deixa você manipular suas orelhas, leve-o para atendimento veterinário.

Alguns casos podem precisar até de sedação para examinar e iniciar o tratamento.

Mas se as orelhas estão sujas, com  cerúmen, você pode limpá-las de maneira segura.

Siga estas dicas:

  • Segure bem seu animal. Se for um cão pequeno ou um gato, considere enrolá-lo numa toalha, deixando só a cabeça de fora. Se for um cão grande, peça ajuda para outra pessoa segurar as patas e restringir os movimentos do corpo.
  • Limpe a parte de dentro da orelha com um lenço umedecido, toalha úmida ou com algodão.
  • Para alcançar as “dobrinhas” de cartilagem, você pode enrolar seu dedo mínimo com uma toalha ou tecido (tipo fralda de pano). Podemos até usar hastes de algodão, mas cuidado: NUNCA introduza a haste profundamente! Existem líquidos de limpeza, a venda nas pet shops, que ajudam bastante a remover sujeiras, cera e crostas.
  • Só limpe as áreas que você consegue ver.
  • Sempre elogie seu animal se ele estiver calmo, aceitando bem a manipulação.
  • Ao término da limpeza, premie-o com petiscos (sempre pedaços pequenos). Assim ele vai aprender que vale a pena ter paciência, na próxima vez!

Se o seu animal sacudir muito a cabeça, pare! Você pode machucá-lo, sem querer.

Se ele não aceitar este tipo de manipulação, desista! O ideal é acostumá-lo desde filhote.

Ao menor sinal de inflamação (dor, vermelhidão, pele quente, inchaço), mau cheiro e desconforto, leve-o para atendimento veterinário.

 

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