bichos alimentação

O objetivo da série “BICHOS!” é informar, discutir e educar os tutores dos animais​ ​para melhorar a relação homem-animal​, tornando-a mais rica e proveitosa para ambos os lados.

Em 10 episódios, visitamos famílias e conversamos sobre planejamento e cuidados diversos com seus cães e gatos.

O programa exibirá toda segunda-feira um episódio inédito no portal.

Para assitir o quarto episódio, sobre “Alimentação”, clique aqui.

 

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As primeira decisões a serem  tomadas são:

  • qual alimento usar
  • o quanto oferecer
  • em qual frequência

Para ajudar a escolher a ração seca, clique aqui.

Em relação ao tipo da ração, no caso dos gatos, precisamos considerar as rações úmidas.

A principal diferença é que as rações úmidas contém mais água.

Em geral, a decisão entre a ração seca e a úmida é individual.

No Brasil, é mais difícil manter as rações úmidas conservadas pois além do nosso clima ser quente, temos muitos insetos interessados na ração dos nossos gatos.

Quando o gato apresenta alguma dificuldade em mastigar (problemas dentários ou bucais) ou outra doença que exija uma dieta especial, as rações úmidas podem ser a melhor opção.

Nas doenças urinárias, sempre recomendamos que o animal aumente a ingestão de líquidos e a ração úmida contém bastante água.

A maioria dos gatos adora as rações úmidas, mas é importante que ele conheça esta textura e sabor desde filhote.

A frequência da alimentação dos gatos deve ser maior que a dos cães, que quando adultos podem comer somente 2 vezes ao dia.

Os gatos gostam de “beliscar” o dia todo, mas quando temos um animal com tendência a obesidade, pode ser perigoso deixar o alimento disponível o dia todo.

Os filhotes ate 6 meses de idade precisam ter alimento disponível (específico para filhotes) durante todo dia, na quantidade que eles quiserem.

A maioria das pessoas mantém este esquema para os gatos adultos também.

Além do risco da obesidade, este método não é eficaz quando temos mais de um gato em casa e precisamos controlar quem está comendo e o quanto está comendo.

Uma boa opção é deixar a ração seca no comedouro, mas controlando a quantidade: colocamos metade da quantidade recomendada para um dia de manhã e a tarde enchemos com a outra metade.

Ou ainda dividimos em várias pequenas porções e vamos preenchendo aos poucos, conforme o gato come. Assim a ração fica sempre fresquinha.

Quando passamos muitas horas fora, é possível oferecer a quantidade indicada para um dia toda de uma vez, mas corremos o risco do gato comer tudo durante o dia e miar muito à noite!

Se o seu gato mia muito, clique aqui.

Nas casas com muitos gatos, especialmente se eles têm necessidades nutricionais diferentes (um é filhote, o outro é gordo, outro tem insuficiência renal etc), o ideal é alimentar os gatos em cômodos diferentes. Deixá-los separados, cada um com seu pratinho por 20 minutos, costuma ser o suficiente. Neste caso podemos dividir o dia em algumas refeições, nunca menos que duas.

Os gatos são muito rotineiros, isto é, quando instituímos um esquema alimentar precisamos mantê-lo praticamente por toda a vida deles!

É claro que é possível mudar, mas nem sempre é simples…

Todos os pacotes de ração trazem impresso uma tabela com as quantidades ideais de acordo com a idade e o peso do gato.

Estas recomendações devem ser respeitadas.

Um dos principais sinais de que um gato está doente é a inapetência (parar de comer), logo é fundamental controlar o apetite do seu gato para mantê-lo saudável!

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dieta caseira

Texto de Paloma Dalloz (nutricionista veterinária)

Eventualmente ouvimos alguém dizer: “Na minha época não havia tanta doença em cachorro, os animais morriam de velhice e comiam restos
da comida da casa”.

Não é bem assim…antigamente não existiam meios de diagnóstico como os de hoje, e quando nossos animais morriam não sabíamos se a causa era velhice ou doença.petfood

Ao oferecer comida caseira  corremos o risco de não oferecer ao nosso animal todos os nutrientes necessários para uma vida saudável. É difícil afirmar que existe uma relação direta entre a alimentação extrusada (rações industrializadas) e o aparecimento de novas enfermidades. Em humanos (e lá vamos nós nos comparar mais uma vez a cães e gatos ), sabemos que existe uma relação estreita entre alimentação industrializada e conservantes com neoplasias, diabetes e outras doenças.

Clinicamente, observo que animais que se alimentam de dieta caseira têm mais disposição e  resistência  imunológica. É possível formular dietas caseiras para cães e gatos com insuficiência renal ou urolitíases (cálculos urinários), diabéticos, obesos, cardiopatas, portadores de neoplasias e também formular dietas funcionais (quando usamos propriedades dos alimentos para melhorar a saúde do animal). Mas, para isto, é necessário  balancear a dieta.
Como fazer uma dieta balanceada para um animal se não fazemos para nós mesmos? Ninguém come todos os dias a mesma coisa. Não pode! A variação de vitaminas e minerais é importante em qualquer organismo, até mesmo em nossos pets, então é preciso fazer com que os proprietários tenham  conhecimento de quais alimentos podem ou não ser oferecidos ao animal, mantendo o equilíbrio da dieta  sem refinar o paladar dos animais tornando-os exigentes demais.  Nas rações, as necessidades energéticas diárias estão inclusas nas tabelas de quantidades diárias recomendadas por cada fabricante.  A escolha do tipo de  alimentação – se caseira ou industrializada – dependerá do estilo de vida do proprietário, do tempo disponível para se dedicar à alimentação, dos custos e da condição de saúde do animal.

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focinho do cachorro
rabo do gato