ciclo filariose

A dirofilariose, é uma verminose causada pela Dirofilaria immitis, presente em todas as regiões do Brasil e também em outros países.

Sua transmissão é feita por diferentes mosquitos, como Aedes, Culex e Anopheles.

O cão é o hospedeiro natural, mas também pode ocorrer em outras espécies como o gato e o ser humano.

A filariose mais conhecida em humanos é causada por outros parasitas (Wuchereria bancrofti, Brugia malayi e Brugia timori), que se alojam nos vasos linfáticos causando edema. Esta doença é também conhecida como elefantíase, devido ao aspecto de perna de elefante do paciente.

Desde a década de 90 existem medicações preventivas disponíveis no mercado pet, mas nem todos os cães recebem este prevenção.

Os principais sintomas são cansaço, tosse, dispnéia e síncope (desmaio).

Alguns animais podem desenvolver ascite (barriga d`água) e congestão de órgãos abdominais, relacionados à insuficiência cardíaca congestiva direita. Isto ocorre quando o lado direito do coração (daí o nome DIROfilariose) está repleto de vermes.

O diagnóstico pode ser realizado através de exame de sangue.

O tratamento é complexo e deve-se avaliar o estado de saúde do animal, pois há o risco de tromboembolismo pulmonar, quando a carga parasitária é alta.

Outra complicação é o fato de não haver nenhum medicamento para o tratamento da dirofilariose comercializado no Brasil.

A prevenção é a melhor maneira de proteger seu animal.

Existem várias opções de medicamentos preventivos no mercado, por via oral, tópica, injetável, coleiras e repelentes de mosquitos.

Converse com a(o) veterinária(0) que trata de seu(s) animal(is) e escolha a medicação mais adequada.

Quando a prevenção é bem realizada, não há risco.

 

 

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cao e mosquito divulg internet

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a leishmaniose é um importante problema de saúde pública mundial.

A leishmaniose (calazar) é uma zoonose causada por um protozoário do gênero Leishmania.

Sua transmissão ocorre através da picada do “mosquito-palha” (flebótomo) infectado. Esse mosquito tem o hábito de picar ao anoitecer e geralmente ocorre em regiões próximas a matas e encostas de morros. A doença pode afetar tanto seres humanos como animais domésticos e silvestres. O cão é considerado o principal reservatório da doença no meio urbano.

Apesar de classificada como doença de caráter rural, a boa adaptação do mosquito transmissor ao meio urbano tem permitido a expansão da doença no Brasil.

A doença apresenta-se em duas formas clínicas principais: a forma cutânea e a forma visceral, sendo esta última mais grave.

Os sintomas podem ser bastantes variáveis. O cão pode apresentar lesões na pele (úlceras e descamação), emagrecimento, problemas oculares e em alguns casos, crescimento exagerado das unhas.

A doença pode evoluir para um quadro mais grave, causando lesões no fígado, baço e rins, podendo levar à morte.

Como o tratamento não é recomendado (os órgãos oficiais de saúde recomendam a eutanásia dos animas positivos), a prevenção é a melhor opção:

  • Combate ao mosquito transmissor
  • Usar telas milimétricas nas janelas e portas em áreas endêmicas
  • Usar repelentes para minimizar o risco de transmissão (nos cães e seres humanos)
  • Realizar exames sorológicos periódicos em animais de áreas de risco
  • Procurar o posto de saúde mais próximo quando suspeitar da doença em humanos
  • Evitar o desmatamento e a construção de moradias em encostas de matas.

A evolução da doença pode ser muito lenta (até 4 anos para apresentar sintomas), e o cão apesar de parecer saudável pode ser transmissor da doença para seres humanos e outros animais.

O diagnóstico é realizado através de um exame de sangue ou biópsia da lesão.

Animais que vivem em regiões onde já foram detectados casos positivos devem ser testados.

Já existe uma vacina que pode ser aplicada em cães saudáveis e acima de 4 meses de idade. É fundamental realizar um exame de sangue antes da vacinação – somente animais negativos podem ser vacinados.

O esquema de vacinação consiste em 3 doses com intervalo de 21 dias entre elas. A revacinação é anual.

O uso de produtos repelentes de insetos (pipetas e coleiras) também ajudam na prevenção.

Converse com o veterinário(a) dos seus animais.

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