carro

A Cinetose, também chamada de enjoo de movimento é uma condição que se caracteriza pela sensação de enjoo ou náusea quando se anda em qualquer meio de transporte (carro, barco, avião, trem), ou quando o corpo se movimenta de forma não habitual, perturbando o sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio.

Esta condição é muito comum em crianças e em…cachorros!

Nada menos relaxante numa viagem do que ver seu animal enjoado, babando e ter seu carro todo vomitado!

Na maioria das vezes, os sintomas cessam assim que o carro para de andar, mas se sentir enjoado sempre que anda de carro, pode fazer com que seu cachorro não goste nem de entrar no carro!

Existem algumas maneiras de lidar com a cinetose.

O ideal é acostumar seu cão a entrar no carro para pequenos passeios, com o trajeto curto, sem muitas curvas e andando em velocidade baixa.

Este treinamento pode fazer seu cão perder o medo e o desconforto aos poucos, especialmente quando o destino final do passeio é agradável, como um parque ou uma praça.

O habito de entrar no carro só para programa chato, como tomar banho (se ele não gosta, é claro) ou tomar vacinas pode ter o efeito contrário: seu cachorro passa a ter certeza que andar de carro é um péssimo programa…

Como temos cada vez menos tempo para dedicar aos nossos animais, não podemos deixar que um problema como este acabe limitando nossas viagens e passeios. Há quem deixe de levar seu cão para algum programa, para evitar que ele fique enjoado e suje o carro todo.

Se o seu cão enjoa e você já tentou acostumá-lo ao carro aos poucos, talvez ele precise ser medicado.

As drogas indicadas para o enjoo humano devem ser usadas com cautela nos animais, pois as dosagens são muito diferentes e um erro pode levar a alguns efeitos indesejados.

A melhor opção para prevenir a cinetose é uma medicação de uso veterinário, chamada Cerenia, facilmente encontrada nas petshops.

Mas é importante que ela sejam administrada 2 horas antes do passeios de carro e o animal deve estar em jejum há pelo menos 1 hora.

Converse com o(a) veterinário(a) do seu cão.

Também é indicado que o animal esteja em jejum e para os que gostam de opções mais naturais, indico que se coloque um ramo de salsa dentro do carro.

O hábito de colocar a cabeça para fora do carro, sentindo o vento e olhando para fora também pode ajudar, mas CUIDADO! Os animais devem viajar na caixa de transporte e/ou presos no cinto para maior segurança dele e de sua família.

O vento muito forte também pode causar lesões nos olhos, evite este risco.

Se a viagem for de avião, os cuidados precisam ser maiores, especialmente se for indicada a sedação do animal.

Como as drogas sedativas podem oferecer efeitos colaterais, só use-as se for realmente necessário e com orientação veterinária. Durante o voo, dificilmente vai ser possível examinar e medicar um animal passando mal.

Para mais dicas sobre viagens com animais, clique aqui.

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pascoa cao e gato

Assim como as crianças, os animais adoram os chocolates e as cestas de Páscoa.

Mas nossos curiosos cães e gatos amam TODO o conteúdo da cestinha: papéis coloridos, fitas, plástico e é claro, o chocolate.

Os pedaços das embalagens e os pequenos brinquedos são perigosos porque são feitos de material não digerível e oferecem o risco de causar uma obstrução intestinal ou até mesmo uma perfuração, se ingeridos.

Se você suspeitar que seu animal engoliu algum pedaço de plástico, leve-o ao veterinário. Não espere até o animal começar a vomitar, isso pode dificultar a remoção do corpo estranho.

O outro risco é o próprio chocolate. Ele é tóxico para cães e gatos por conter muita gordura, cafeína e teobromina (estimulantes do sistema nervoso). Dependendo do tipo do chocolate e da quantidade ingerida pode causar vomito, diarreia, hiperatividade, tremores musculares e respiração curta e ofegante.

O chocolate branco é o menos tóxico de todos e para causar problemas, o animal precisa comer aproximadamente 500 g para cada Kg de peso! Isto é praticamente impossível.

O chocolate em pó é o mais tóxico e bastam 30 g para um animal de 10 Kg começar a apresentar sintomas leves de intoxicação.

O tratamento deve ser feito por um veterinário e pode ser necessária internação para fluidoterapia, controle de vômitos e até sedativos para interromper o efeito estimulante do chocolate.

A melhor forma de lidar com estes riscos é a prevenção. Não deixe seu animal brincar com as embalagens e as cestas de Páscoa sem supervisão. Se quiser, presenteie-o com um petisco para animais em forma de cenoura, ovo, coelho…mas não deixe-o comer os chocolates das crianças.

Animais não são brinquedos! Oferecer coelhos de verdade como presente de Páscoa costuma ser uma péssima ideia. Os coelhos são animais muito assustados, eles não costumam se adaptar bem à manipulação dos humanos. Como eles são muito fofinhos, a vontade que sentimos é de pegar no colo e abraçá-los. As crianças não resistem.

Quando o coelho sente medo, ele tenta escapar do nosso colo e sem querer, acaba nos arranhando. Outro risco é que ele se machuque, na queda.

A expectativa de vida de um coelho criado em casa pode chegar a 10 anos. Por estes motivos, evite que coelhos sejam dados como uma lembrança de Páscoa.

Boa Páscoa!

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dalmata ventilador

Quem gosta de cachorro e gato costuma passar bastante tempo acariciando o pelo macio e gostoso deles.

De vez em quando sentimos uma alteração na pele, como uma casquinha, uma verruga ou uma “bolinha” e nos preocupamos, é claro.

As doenças de pele podem causar muitas alterações na coloração, espessura e até no odor da pele – para saber mais sobre elas, clique aqui.

Mas além destas alterações, geralmente causadas por alergias e infecções na pele, também podemos perceber manchas, pintas e algumas elevações na pele dos animais.

É importante avaliar se estas alterações são normais ou se precisam de mais atenção e tratamento.

Quando percebemos um crescimento de tecido, normalmente sentimos uma “bolinha” embaixo da pele ou elevada, sobre a pele.

Estas lesões podem ser menores (pápulas) ou maiores (nódulos) e costumam ser muito comuns nos animais mais velhos.

Nesta hora, muitos se preocupam e pensam logo que pode ser um câncer de pele, mas nem sempre a lesão está relacionada a uma doença grave.

Um crescimento na pele pode ser um tumor benigno ou maligno, um cisto, um abcesso, um hematoma (assim como nós, eles podem formar após um trauma) ou até mesmo uma reação alérgica aguda.

Um nódulo “solto” e macio embaixo da pele costuma ser um lipoma que é um tumor benigno de gordura, muito comum em animais gordinhos e mais velhos.

Nem sempre a alteração na pele apresenta um aumento de volume, como uma “bolinha”.

É muito comum encontrarmos manchas e/ou pintas mais escuras na pele dos cães e gatos. Estas pintas podem ser causadas por uma alteração na pigmentação da pele.

Algumas pintas e manchas podem ser normais, muito comuns nos animais mais velhos, que costumam aparecer na barriga e dorso (costas), assim como nós humanos apresentamos também no processo normal de envelhecimento.

A pele dos animais idosos sofre alterações comuns, se tornando mais espessa e escura, ela também perde a elasticidade e os pelos ficam mais escassos e grisalhos.

Para saber mais sobre animais idosos, clique aqui.

Outras alterações na coloração da pele podem ser causadas por tumores, como o melanoma, por exemplo.

Os animais também podem sofrer queimaduras de sol na pele! Especialmente se ele tem a pele rosa e os pelos brancos.

Gatos e cães brancos que se expõem ao sol forte devem usar protetor solar!

É serio! Especialmente nas orelhas dos gatos e focinhos dos cães (o bullterrier costuma se queimar). Eles podem desenvolver queimaduras sérias e câncer de pele.

É fundamental levar o animal para atendimento veterinário e definir a causa da lesão encontrada.

Se o crescimento for muito rápido ou se a lesão estiver dolorida, úmida e/ou com feridinhas, o animal deve ser examinado o quanto antes.

Quanto mais informações sobre as lesões, melhor!

  • há quanto tempo ela surgiu
  • houve crescimento? Rápido ou lento?
  • houve modificação na estrutura da lesão? Ela era solta? Fixa?
  • houve algum trauma ou injeção na região afetada?
  • foram percebidas outras lesões semelhantes?
  • houve modificações no estado geral do animal? Apetite? Disposição? Coceira/dor no local?

Há vários métodos diagnósticos disponíveis para avaliar um lesão de pele, como citologia, biopsia, cultura, entre outros.

A equipe veterinária responsável vai indicar o método mais adequado para cada caso.

Em alguns casos, pode ser recomendada cirurgia para remoção do tumor.

Quando o tumor é maligno pode ser indicado tratamento com quimioterapia.

Para saber mais sobre câncer em cães e gatos, clique aqui.

Quando o tumor é benigno, como um lipoma por exemplo, só indicamos a retirada se ele estiver incomodando – pode estar muito grande ou numa região que atrapalhe a vida normal do animal, como no pescoço ou embaixo da pata dianteira, por exemplo.

Nunca ignore alterações na pele do seu cão ou gato.

Pode ser uma bobagem ou uma doença mais séria.

Só o/a veterinário/a pode diagnosticar a causa e recomendar o tratamento mais adequado.

 

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giardiase-zoetis

A giardíase é uma doença causada pelo protozoário Giardia lamblia e pode ser transmitida do animal para o homem e vice-versa, e por isso é considerada uma zoonose pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Nós podemos nos contaminar quando ingerimos água ou alimentos contaminados pelos cistos (“ovos”) do protozoário, assim como os animais.

A giardíase é uma doença bastante comum e seus sintomas mais frequentes são:

  • diarreia, fezes pastosas e fétidas
  • vômitos
  • dor abdominal
  • desidratação e perda de peso

Por conta destes sintomas, a infecção pode ser facilmente confundida com outras doenças intestinais e tratada de maneira incorreta.

Para saber mais sobre fezes pastosas e diarreia, clique aqui.

Por isso, é fundamental identificá-la e, acima de tudo, preveni-la.

Para proteger o animal da giardíase, a vacina é a melhor opção.

O tratamentos é simples, mas as reinfecções são frequentes, pois os protozoários eliminados nas fezes podem contaminar novamente o ambiente e causar nova infecção.

A Zoetis disponibiliza a vacina Giardiavax, única no mercado brasileiro para evitar a giardíase em cães. Administrada em duas doses na primeira vacinação e em dose única anual para animais já vacinados, GiardiaVax é indicada para cães saudáveis a partir de oito semanas de idade, com intervalo de duas a quatro semanas entre as doses. A proteção é conferida 15 dias após a aplicação da segunda dose.

Também é importante caprichar na limpeza dos locais em que o cão mora ou frequenta.

Contaminação em humanos

Estudos científicos revelam que uma em cada cinco crianças brasileiras em fase pré-escolar (de 2 a 6 anos) apresentam infecção por giardíase. Em creches, a frequência da doença chega a atingir mais da metade das crianças, devido ao uso de água não fervida e não filtrada.

A lavagem das mãos apenas com água também é um fator de risco para a infecção. Vale lembrar que os cistos de Giardia e de outros parasitas podem ser encontrados em águas de esgoto, tanto tratado como não tratado.

Pensando na saúde pública, a Zoetis desenvolveu um vídeo sobre a doença, explicando a transmissão e os cuidados importantes para prevenção.

Assista:

Vamos proteger nossa família humana e peluda!

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keep calm and love cats

A toxoplasmose e a esporotricose são zoonoses, isto é, doenças que são transmitidas entre os animais e seres humanos e vice-versa.

A maioria das doenças não são transmitidas entre espécies diferentes, mas algumas são e precisamos saber como se dá a contaminação para evitar confusões, preconceitos e o abandono de animais.

TOXOPLASMOSE

A toxoplasmose é uma doença de interesse em saúde pública, pois pode provocar sérios danos aos fetos, tanto em humanos quanto nos animais. Seu agente etiológico é um protozoário denominado Toxoplasma gondii.

Todos os animais podem desenvolvê-la, mas os felídeos são os únicos hospedeiros definitivos.  Isto significa que eles são os únicos a eliminar os oocistos no ambiente.

A transmissão da doença pode ocorrer de três formas:

  1.  ingestão de carne crua ou mal cozida de animais infectados (ratos que os gatos caçam também!) contendo cistos de Toxoplasma, – fonte de infecção mais comum para os gatos e outros animais, inclusive os humanos – evite comer carne mal passada e oferecer carne crua para seu gato
  2. ingestão de oocistos eliminados nas fezes de gatos, mas é fundamental saber que estes oocistos precisam esporular, isto é, necessitam de alguns dias no solo para se tornarem infectantes. A contaminação pelas fezes dos gatos que usam caixa sanitária é muito difícil! Nós limpamos diariamente! Cuidado com alimentos contaminados por fezes, pois os oocistos podem ser transportados por baratas, moscas e minhocas
  3. infecção congênita, transplacentária (da grávida para os bebe, ou filhotes), esta fonte de infecção é incomum nos cães e gatos, mas pode ser causa de aborto, natimortos ou mortalidade neonatal

A doença é comum, mas os sinais clínicos são raros, sendo que nos gatos os órgãos mais afetados são os pulmões e os olhos, enquanto que nos cães podem ocorrer sintomas neurológicos.

A toxoplasmose nos seres humanos pode não apresentar sinais clínicos específicos, alguns pacientes apresentam febre, fraqueza e aumentos dos linfonodos, porém ela é capaz de causar doença severa, principalmente quando na sua forma congênita (transmissão da mãe para o bebe). Por este motivo, todas as grávidas precisam fazer exame específico para diagnóstico de toxoplasmose.

O diagnóstico deve ser realizado através de exames laboratoriais.

O tratamento existe e deve ser realizado, procure atendimento veterinário e/ou médico.

ESPOROTRICOSE

A esporotricose é uma micose causada por fungo (Sporothrix Schenckii) que vive nas plantas, restos vegetais e solo.

Ela é mais comum em pessoas que trabalham com plantas e terra como jardineiros e agricultores, por exemplo.

A contaminação ocorre quando o fungo penetra numa lesão na pele. Espinhos de flores, plantas e farpas de madeira são as principais fontes de contaminação.

Frequentemente ela é chamada de forma equivocada, como “doença do gato”.

O gato apresenta comportamentos típicos de arranhar cascas de árvores e enterrar suas fezes o que predispõe a contaminação através do contato com plantas e terra. Gatos também tendem a defender seu território e se envolvem em brigas com outros animais.

Se o gato for infectado, pode transmitir a esporotricose para outros gatos e animais (nós inclusive) através do contato direto com as feridas, arranhões e/ou mordeduras.

A micose se manifesta inicialmente através de lesões na pele, geralmente na cabeça, mãos, patas e caudas, mas também pode acometer órgãos internos.

As lesões podem ser confundidas com feridas causadas por brigas entre gatos, mas elas costumam evoluir para úlceras com pus e crosta. Os gatos também podem desenvolver lesões no focinho, chamadas de “nariz de palhaço” e apresentar dificuldade respiratória.

nariz de palhaço esporotricose

“nariz de palhaço”

esporotricose

lesão na cabeça – esporotricose

 

É muito importante castrar os gatos para evitar que eles saiam de casa, briguem e não se infectem com plantas contaminadas com o fungo.

Para saber mais sobre castração, clique aqui.

O diagnóstico deve ser realizado por exame direto, cultura ou exame histopatológico.

A esporotricose tem cura e quanto mais rápido for iniciado o tratamento, mais fácil é a cura.

Em caso de suspeita da doença, leve seu animal para atendimento veterinário.

Alguns fatores podem dificultar a cura da esporotricose felina, como a necessidade de um tratamento prolongado, a dificuldade de administrar medicamentos por via oral em gatos e o custo do remédio. Para saber como medicar seu gato, clique aqui.

Se o tratamento for realizado de forma adequada, diminuirá o número de casos resultantes em óbito, eutanásia ou abandono e consequentemente reduzirá a transmissão da doença para outros animais e seres humanos.

Na Fiocruz,  o Instituto nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) é a unidade que pesquisa a esporotricose. Para mais informações, clique aqui.

O Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman também pode contribuir com informações. O IJV fica na Avenida Bartolomeu Gusmão 1.120, em São Cristóvão, Rio de Janeiro. O contato é: ijv@rio.rj.gov.br

Dia 15/03/17, participei do #EncontrocomFatimaBernardes e o tema era sobre Toxoplasmose e Esporotricose.

Clique aqui para assistir a primeira parte e aqui para a continuação.

 

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apoquel

Quem tem cachorro sabe, eles se coçam muito!

Mas o quanto é muito? O que seria o normal?

Um levantamento recente mostrou que 40% dos cachorros que são atendidos nas clínica veterinárias brasileiras tem alguma questão relacionada à coceira – tecnicamente chamada de prurido.

O estudo revelou que quando o animal chega ao consultório, a principal queixa em relação à coceira é que o incômodo constante compromete não só a qualidade de vida do cachorro, mas também a da família, chegando a alterar a rotina de uma casa. A segunda motivação é o surgimento de feridas na pele, causadas pelo ato de o animal se coçar.

Assim como nos humanos, a coceira nos cães – seja com as unhas, mordedura ou lambedura principalmente das patas – é um fenômeno muito aflitivo para todos os moradores do lar.

Alguns animais podem se coçar para substituir uma sensação desagradável, como ansiedade e tédio. Algo como roer unhas, para os humanos.

Funciona como um alívio, uma válvula de escape.

A situação pode piorar se o animal receber atenção quando estiver se coçando, ele passa a associar o ato de se coçar à atenção. Para saber mais, clique aqui.

A maioria destes casos ocorre depois de um episódio de doença de pele, na maioria das vezes, uma alergia.

As alergias são muito comuns nos cães.

Muitas reações alérgicas se manifestam através de infecções de ouvido, de pele e prurido (coceira).

Infelizmente as alergias não costumam ser totalmente curadas e sim, controladas. Assim como nos humanos.

Em muitos casos, precisamos lidar com elas durante toda a vida do nosso animal de estimação.

Até pouco tempo atrás, o tratamento era frustrante. Isto porque não existia uma medicação eficaz ideal para tratar os cães alérgicos.

Os anti-histamínicos não costumam causar um bom resultado. Os corticoides funcionam muito bem, mas os efeitos colaterais são muitos e indesejados.

O tratamento através de vacinas é uma boa opção, mas requer dedicação e pode demorar alguns meses para percebermos uma melhora significativa.

Os cães, assim como nós, podem ser alérgicos a várias substancias.

Antigamente, a “culpa” era sempre dos produtos de limpeza.

Atualmente sabemos que a causa mais comum das alergias é a presença de ectoparasitos, isto é, pulgas e carrapatos (saiba como controlar estas “pragas” clicando aqui).

Outra causa comum de alergia em cães é a dieta. A fonte proteica da ração, os grãos ou outras substâncias podem ser alergênicos para alguns animais.

Existem animais alérgicos a poeira, pólen, ácaros, plantas e grama, especialmente. Estes animais são chamados atópicos.

Nem sempre é possível retirar a causa da alergia do contato com o animal.

O diagnóstico de alergia pode ser trabalhoso e demorado, mas vale a pena definir a causa para traçar o melhor tratamento.

 Terapia inovadora

Em busca constante pelo bem-estar dos animais, a Zoetis traz para o mercado brasileiro o Apoquel, uma terapia inovadora indicada para o tratamento da coceira associado às dermatites alérgicas caninas, incluindo a dermatite atópica, uma doença crônica.

A chegada do Apoquel no Brasil é resposta aos anseios de veterinários e famílias com cães, tendo em vista seus benefícios: efeito rápido – início do alívio em até 4 horas – e ampla utilização para diversos tipos de alergias: as alimentares; as causadas por ectoparasitas, como pulgas; e a dermatite atópica, que é incurável e ocorre quando o animal é alérgico a substâncias presentes no ambiente, como ácaros, pólen, bolores etc. Apoquel é recomendado para cães com mais de doze meses de idade.

Outro diferencial do Apoquel é a segurança no uso prolongado, pois tem a eficácia e a rapidez de ação dos corticoides, porém sem causar os efeitos colaterais desta categoria de medicamentos. Utilizados como uma das poucas opções para o tratamento da coceira até o surgimento do Apoquel, os corticoides podem trazer muito prejuízo à saúde dos animais. Em curto prazo, os cães ficam com a respiração ofegante, urinam demais, têm sede e fome excessivas. Em longo prazo, podem sofrer de pancreatite, diabetes, perda de massa muscular, aumento de peso e infecções, entre outras complicações.

O produto tem um mecanismo de ação único e inovador, uma vez que visa às vias específicas de inflamação e prurido, o que o torna diferente dos corticoides do mercado. Também pode ser utilizado com outras medicações e permite diagnosticar a causa de base da coceira sem interferir no resultado de certos exames para alergia.

Saiba mais sobre outras doenças de pele, clicando aqui.

Se o seu animal se coça, não arrisque usar medicações caseiras e recomendadas por amigos, leve-o para atendimento veterinário.

 

 

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cromodacriorreia

 Epífora é o lacrimejamento excessivo dos olhos.

A região abaixo dos olhos fica úmida e muitas vezes com uma coloração avermelhada, parecendo ferrugem – esta mancha escura abaixo dos olhos, se chama cromodacriorreia.

Normalmente, as lágrimas são drenadas através do canal lacrimal para dentro do nariz (você certamente já sentiu “gosto” do colírio e funga muito quando chora!), mas pode ocorrer uma obstrução deste canal e as lágrimas acabam “transbordando” e molhando a região abaixo dos olhos.

Alguns cães possuem este canal lacrimal mais curto, tortuoso, com a saída muito pequena e costumam ser os mais acometidos.

Algumas raças apresentam este problema com maior frequêcia (poodle, shihtzu, maltes, bichon frise).

Os gatos de “cara achatada” também costumam apresentar estes problemas (persa, por ex.).

Outra causa comum é o lacrimejamento excessivo. Isto pode ocorrer por diversos motivos, como alergias ou qualquer irritação nos olhos (conjuntivite, pelos em contato direto com os olhos, glaucoma, uveíte e qualquer afecção ocular).

As lágrimas são incolores, mas possuem substâncias chamadas porfirinas que em contato com a pele e pelos se tornam escuros, causando as manchas amarronzadas.

Estas substâncias também estão presentes na saliva, por este motivo os cães que lambem muito as patas (ou outra região do corpo) também ficam com estas partes do corpo manchadas de escuro.

O contato frequente das lágrimas com a pele abaixo dos olhos pode causar uma irritação (parece uma assadura) e a presença de bactérias pode agravar o quadro. Muitas vezes podemos observar até a formação de uma crosta.

O diagnóstico e tratamento devem ser realizados no atendimento veterinário.

Se a causa for algum problema oftálmico, ele precisa ser tratado para diminuir a irritação e excesso de lacrimejamento (existem testes simples para medir a quantidade de lágrimas produzidas).

Se o animal apresentar uma obstrução no canal lacrimal, é necessário realizar um procedimento para desobstruí-lo (através de uma “mini” sonda). Pode ser necessário consultar um veterinário com experiência em oftalmologia.

É fundamental manter a região abaixo dos olhos sempre limpa e seca.

Podemos fazer isto todos os dias com um papel higiênico, papel toalha, algodão ou gaze molhada em soro ou até mesmo água filtrada. Depois é só secar.

Muitos animais possuem muitos pelos nesta região e mantê-los cortados pode ajudar, mas cuidado para não deixar os pelos com pontas recém cortadas “espetando” os olhos!

CUIDADO COM A TESOURA NESTA REGIÃO! SE O ANIMAL ESTIVER SE MEXENDO MUITO PODEMOS CAUSAR UM ACIDENTE GRAVE!

Se o animal possuir uma má formação do canal lacrimal, os cuidados deverão ocorrer por toda vida.

Existem produtos para o controle da coloração escura, mas eles devem ser usados com cuidado, especialmente se forem a base de antibióticos.

Se o seu animal apresentar epífora ou cromodacriorreia, leve-o para atendimento veterinário.

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buldogue gelo

Se você está sentindo muito calor, imagine seu cão ?

Quando a temperatura aumenta, precisamos tomar alguns cuidados com os cães.

Vocês já perceberam que  eles não suam como nós?

Os cães não evaporam suor para perder calor, eles aceleram a respiração e “suam” pela língua.

Nesta época do ano, os passeios devem ser em horários mais frescos e pela sombra. Nós usamos sapatos para sair na rua, mas os cães não! Se o chão estiver muito quente, as “almofadinhas” das patas podem queimar.

Se a temperatura estiver alta e o animal se exercitando, pode ocorrer um quadro grave chamado intermação. Se o seu cão se recusar a andar e estiver cansado e ofegante, faça uma pausa – na sombra- ofereça água e molhe a cabeça dele, de preferência com água gelada. Só retome a caminhada se ele estiver recuperado.

O quadro de intermação pode agravar muito e até levar a morte.

Mantenha sempre água fresca à vontade e não se preocupe se ocorrer diminuição do apetite nos dias mais quentes. É normal que os animais prefiram comer a noite.

Se o seu cão é peludo, a tosa pode ajudar, mas cuidado para a temperatura no momento da tosa  não ficar insuportável para o cão e para o tosador. Se precisar usar mordaça, atenção! Ela pode limitar a abertura da boca dificultando a perda de calor.  Existem modelos que impedem a mordedura, mas  o cachorro abre a boca completamente (tipo cestinha). Para saber mais sobre tosa, clique aqui.

  • Nunca deixe seu cão sozinho no carro. A temperatura pode atingir níveis altíssimos e o animal pode não suportar.
  • Os cães que gostam de água podem se molhar sempre que possível, mas evite usar sabão ou shampoo mais que uma vez por semana.
  • O verão é a estação das pulgas – previna a infestação regularmente. Saiba mais clicando aqui.
  • Cuidado com piscinas. Muitos cães pulam dentro, mas não sabem sair. Eles são capazes de nadar, mas se estiverem exaustos, podem se afogar. Cubra ou cerque a piscina para evitar acidentes. Se você deixa seu cão entrar na piscina, instale uma escada que permita a saída dele, quando quiser. Saiba mais clicando aqui
  • Saia para passear com seu cão, levando um borrifador de regar plantas, com água gelada. De vez em quando, borrife-o! Se ele gostar, é claro.

Já os gatos, costumam amar o calor! São raras as exceções. Eles chegam a deitar no sol, sobre aparelhos que esquentam (monitor, TV etc) mesmo neste calorão.

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Você sabia que os cães podem desenvolver uma doença venérea?

Não pense em sífilis, gonorreia ou AIDS…felizmente os cães e gatos não contraem estas doenças venéreas humanas.

O TVT ou Tumor de Sticker é uma doença contagiosa que se apresenta como um tumor de aspecto parecido com uma couve-flor, em cães. tvt

Como a transmissão ocorre através de contato direto (sexual ou focinho em contato com a genitália), a neoplasia geralmente se localiza na vulva, pênis ou focinho.

Os primeiros sinais percebidos costumam ser sangramento no pênis ou na vulva, hematúria (urina com sangue), lambedura excessiva da genitália ou a presença de uma massa de tecido avermelhado (hemorrágico) na genitália e/ou no focinho do animal.

As fêmeas e os animais jovens, não castrados, costumam ser os mais acometidos.

Para se fechar o diagnóstico, é preciso examinar o animal e realizar um exame para confirmação.

Muitas vezes é possível confirmar através de um exame citológico (aspirado com agulha fina no tumor), mas se for necessário, é possível realizar uma biopsia (exame de um fragmento do tumor) para ter certeza.

O tratamento do TVT costuma ser realizado somente com medicação quimioterápica e os resultados são geralmente satisfatórios.

Em alguns casos se recomenda cirurgia e radioterapia, mas normalmente o tratamento com medicação injetável é suficiente.

É importante lembrar que os cães que apresentam lesões, tumores ou até mesmo verrugas e cistos tendem a lamber, morder e “cutucar” a região afetada sem ter a noção do risco de hemorragia e agravamento do quadro.

Por este motivo, recomendo que os animais usem o “colar Elizabetano” enquanto estiverem em tratamento, para evitar maiores riscos. Para saber mais, clique aqui.

Como este tumor venéreo só acomete animais não castrados, este é mais um motivo para recomendarmos a castração para todos os animais !

Saiba mais sobre castração, clicando aqui.

 

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