Os comportamentos compulsivos podem ser observados na maioria das espécies, inclusive nos humanos e nos cães e gatos.

A manifestação ocorre através de sequencias repetitivas de comportamentos que a princípio, não têm nenhum objetivo.

Um exemplo comum é o ato de se lamber exageradamente. Os cães costumam “roer as unhas” e os gatos lambem freneticamente a barriga e/ou as patas.

Alguns animais exageram tanto que acabam se machucando.

Os comportamentos compulsivos costumam ser causados pela ansiedade e pelo estresse.

Uma mudança na rotina do animal (a chegada ou saída de alguém na casa, por ex.) ou períodos solitários de confinamento (canil) geram muito estresse.

Sabemos que os animais podem realizar estes comportamentos para aliviar a tensão e ansiedade.

Inicialmente, os cães desenvolvem o comportamento compulsivo somente quando são expostos a situações estressantes, mas com o passar o tempo eles podem apresentar mesmo em situações normais do dia-dia.

Outros exemplos de comportamentos compulsivos são o “perseguir a cauda”, “caçar sombras e moscas imaginárias”, andar de um lado para o outro (como um leão na jaula) e rodar.

Muitas vezes, os tutores dos animais (afinal, não somos donos de ninguém!) pioram a situação, com as melhores intenções.

Eu explico: quando um animal está lambendo as patas, por ex., alguém fala: ” Totó, pare de roer as unhas!”

Neste momento, o animal recebeu  atenção. Mesmo que seja uma bronca, a pessoa parou de fazer sua atividade (ler, por ex.) e falou com o cão.

Infelizmente, o animal não entende a bronca, mas fica satisfeito com a atenção que recebeu.

Sem saber, a pessoa reforçou este comportamento compulsivo.

Então, como agir?

  • Inicialmente, identifique a causa do estresse e se possível, elimine-a (termine uma obra barulhenta, por ex.).
  • Sempre ignore o animal enquanto ele estiver em “plena atividade” (rodando sem parar, por ex.)
  • Nunca brigue com seu animal enquanto ele estiver desenvolvendo um comportamento compulsivo – a bronca pode deixá-lo mais tenso ainda!
  • Ensine comandos de adestramento, especialmente o “relaxe”
  • Alguns animais precisam ser medicados com drogas ansiolíticas ou antidepressivas

Para oferecer uma boa qualidade de vida e evitar que o seu cão fique ansioso, ofereça:

  • Exercícios aeróbicos – no mínimo 2 passeios por dia
  • Obediência básica
  • Estímulo social – encontrar e brincar com outros animais e pessoas

Se o seu animal não apresentar melhora, procure orientação veterinária.


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focinho do cachorro
rabo do gato