Dogs-on-podium

A teoria da dominância, muito divulgada e aceita por muitos anos, se baseou no fato dos cães serem descendentes dos lobos.

Esta teoria diz que precisamos dominar os cães para eles nos respeitarem, que sempre haverá um líder que comanda todo seu grupo.

Estudos recentes provaram que é desnecessário, arriscado e inapropriado dominar os cães para treiná-los.

Os cães aprendem muito melhor se forem elogiados, incentivados e premiados quando eles acertam do que se forem punidos quando erram.

Nosso papel é induzi-los, favorecendo os acertos.

No estudo do comportamento dos lobos, observou-se que eles se organizavam de forma hierárquica.

Os lobos dominantes comandavam o grupo (alcateia) e os submissos respeitavam esta regra.

Atualmente, sabemos que estes estudos foram realizados com lobos que viviam livres, mas suas origens eram diferentes, isto é, eles estavam formando um grupo, mas não de forma natural.

Um lobo tinha vindo de uma região, outros foram capturados em outra e foram colocados no mesmo território.

Só esta informação já pode modificar muito a interpretação dos resultados.

O comportamento natural dos lobos nos ajuda a compreender alguns comportamentos dos cães, mas não podemos dizer que eles se comportam de maneira igual.

A domesticação dos cães (em torno de 14 mil anos atrás) promoveu muitas diferenças físicas e comportamentais entre eles e os lobos.

A dominância define relações entre os indivíduos e geralmente um indivíduo não é sempre dominante ou sempre submisso.

Estas características nós observamos nos cães.

Quem convive com mais de um cachorro já deve ter percebido que para um deles, comer primeiro é fundamental. Para o outro, cumprimentar quem chega em casa, na frente dos outros, é sua prioridade. Enquanto para um terceiro cão, passear na frente de todo mundo, é seu objetivo.

É claro que existem hierarquias sociais, mas elas não são sempre baseadas na dominância.

Nos estudos de espécies que apresentam uma hierarquia estável, também existem conflitos! Este é mais um motivo para questionarmos a dominância como justificativa para o bom relacionamento de um grupo.

Devemos repensar a forma de lidar com cães, evitando usar métodos punitivos que além de causar medo e dor nos animais pode ainda gerar reações agressivas perigosas.

O treino positivo é muito mais eficaz e gentil!

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A melhor maneira de recompensar um bom comportamento é elogiá-lo. Funciona até com seres humanos e é uma maneira excelente de treinar cães.

Não é só uma questão de oferecer petiscos.

QUANDO oferecer é o “X” da questão. O cão precisa associar o prêmio com determinado comportamento. E tem que ser imediatamente, senão ele não compreende que o elogio foi dirigido à determinada ação. Só funciona se o elogio for no flagra.

Se ao chegar em casa encontrar aquela bagunça, xixi e/ou cocô no meio da sala…respire fundo, conte até 10, mas não grite nem dê 1 bronca no seu animal de estimação.

Não adianta, ele não vai associar esta bronca ao mau comportamento. Sei que ele aparenta estar culpado, abaixa as orelhas, põe o rabo entre as pernas e até se esconde.

Claro, você está brigando com ele. A reação é sempre esta. Ele vai ficar com medo, mas não vai relacionar a bronca com um evento que ocorreu há mais de 5 minutos atrás. Nem adiantará nada para impedir que este mau comportamento se repita.

Não adianta brigar, ignore.

Não esboce reação.

Ao treinar seu animal, lembre-se:

  • o treinamento não deve envolver gritos, agressões, choques, punições, “penduradas na coleira” etc. Use elogios, petiscos, brincadeiras e carinho para reforçar o comportamento desejado.
  • o oposto do elogio não é agressão, é o desprezo. Ignore-o sempre que estiver implorando por atenção, comida, brinquedos. Ele vai perceber que esta técnica de chamar atenção NÃO FUNCIONA.
  • reforce o bom comportamento imediatamente. Se ele estiver pulando para te recepcionar, nem olhe para ele, mas assim que ele parar (nem que seja para se coçar, por ex.) cumprimente-o.
  • a recompensa de petiscos deve estar sempre à mão. Corte pequenos pedaços e deixe em potes “estrategicamente localizados” para utilizá-los no momento certo.
  • o elogio verbal funciona muito bem: ao premiar com petiscos, fale num tom mais agudo que o normal palavras-chave que ele conheça (de preferência, as mesmas, ex: muito bem! bom cachorro!isso!).

Um animal obediente (não importa quantos “truques ou comandos” ele sabe) é companheiro, podemos levá-lo conosco para programas de lazer.

O animal que late muito, puxa a coleira, destrói móveis e objetos, nunca pode nos acompanhar em viagens, passeios, visitas às casas dos amigos…

Vale a pena investir na educação dos nossos animais, a qualidade de vida deles aumenta muito, e a nossa também!

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