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Domingo, 27/11/16, dei um entrevista para Radio Tupi !

Conversei sobre Comportamento Animal com Karla de Lucas e Cristiano Santos.

Para ouvir minha participação, clique abaixo:

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filhote coleira

Quem já passou por esta experiência sabe bem a confusão que é o primeiro passeio na rua, de guia e coleira.

Cachorro-estátua, mordidas na guia, embolação nas pernas e as vezes até tombo!

Todos sabem que os filhotes só podem sair para passear na rua, pisando no chão, quando termina o esquema de vacinação.

Eu sempre recomendo que eles conheçam a rua com todos seus barulhos e mistérios (imagina o que significa um caminhão de lixo para um filhote!), desde cedo, especialmente na fase entre 2 e 4 meses.

Este é um período sensível, quando os filhotes precisam ser socializados (para saber mais sobre vacinas e socialização, clique aqui).

Mas o tão esperado momento de passear, correr, conhecer outros cães e gastar toda aquela energia só ocorre aproximadamente entre 3 e 4 meses.

Mas para passear, precisamos de coleira e guia, certo?

Certíssimo!

Mas como fazer um filhote aceitar aquela coleira no corpo que ainda por cima tem uma guia acoplada que limita seus movimentos?

O ideal é começar aos poucos.

Compre uma guia e coleira assim que seu filhote chegar na sua casa.

Comece mostrando a coleira e guia para o filhote. Deixe no chão para que ele se aproxime espontaneamente. Se precisar, coloque uns pedacinhos de petiscos ou ração próximo ou até mesmo em cima da coleira.

A ideia é ele gostar, associar aqueles objetos novos, a sensações prazerosas, positivas.

Aos poucos, coloque somente a coleira e deixe por pouco tempo.

Tente distrair o filhote brincando enquanto ele estiver aceitando bem e elogie bastante.

Se ele detestar, ficar imóvel ou quiser tirar, retire e tente novamente.

Aos poucos, aumente o tempo com a coleira no pescoço dele.

Quando ele estiver relaxado, é hora de prender a guia na coleira.

Inicialmente, deixe a guia solta, ele provavelmente vai andar pela casa, arrastando a guia.

Fique por perto e tome cuidado para a guia não prender em nenhum móvel! O filhote pode ficar preso e assutado ou na pior das hipóteses, puxar com força e acabar caindo algum objeto em cima dele.

Quando ele estiver acostumado com a coleira e a guia presa, comece a segurar a guia. Aos poucos aumente o tempo e experimente “guiá-lo” em casa.

Após este período de treinamento, seu filhote estará mais acostumado e é provável que o primeiro passeio não seja uma cena de filme de comédia!

É hora de passear!

Se ele estiver puxando muito a guia, pare imediatamente. Ele precisa entender que se ele puxar, você não anda.

Assim que ele se aproximar de você e a guia não estiver esticada a sua frente, volte a caminhar e elogie-o bastante.

Também podemos premiar o cão que está relaxado, andando ao nosso lado, com pequenos pedaços de petiscos, conforme andamos juntos.

A princípio, esqueça aquelas ideias que o cão precisa estar alinhado ao seu joelho, do lado esquerdo.

Não é recomendado dar trancos, puxões e broncas para o filhote perceber esta dinâmica.

Os cães precisam usar coleira e guia para passear na rua!

A experiência de andar com seu cão solto e livre é maravilhosa, mas não é possível fazê-la na cidade.

Além do risco de acidentes, precisamos respeitar as pessoas que não se sentem a vontade, perto de um cão.

Para saber mais sobre passeios, clique aqui.

Existem muitos tipos de coleiras e guias.

Finas, grossas, de nylon, de couro, peitorais e até alguns modelos especiais para adestramento e controle de puxadores profissionais!

Aos poucos, você saberá (se precisar, peça ajuda para o/a veterinário/a e adestrador/a dele) qual o melhor modelo para seu cão.

Eu sempre prefiro as peitorais, elas são mais gentis!

Não use correntes e enforcadores. Elas são desconfortáveis, muito pesadas e frequentemente machicam e “cortam” os pelos ao redor do pescoço.

Muitos cães aprenderam a andar de coleira e guia através de trancos e puxões.

Atualmente sabemos que estas técnicas são desnecessárias, eles são capazes de aprender somente com elogios e uma boa dose de paciência.

 

 

 

 

 

 

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Acredito que todos as famílias com cães e gatos gostariam saber qual a melhor maneira de corrigir um comportamento indesejado.

A tendência natural é gritar: NÃO!

NÃO LATE, NÃO PULA, NÃO COME, NÃO PODE, NÃÃÃÃÃÃÃO PARA TUDO!

Alguns filhotes devem até achar que se chamam “Não”…

Independente da técnica de adestramento utilizada, nós costumamos chamar a atenção dos animais quando queremos que eles parem de fazer determinada ação.

Mas esta técnica pode gerar muita confusão na cabeça do animal e estimular o comportamento indesejado.

Vou exemplificar:

Tobi é um cão que costuma “roer”, lamber e morder seus dedos das patas.

O processo pode ter iniciado com alguma coceira ou lesão local.

Mas vamos considerar que ele já foi tratado e não apresenta mais a causa inicial para se coçar.

A família que mora com o Tobi se incomoda quando ele está “em ação” e costuma falar: “Tobi, para de lamber a pata!” Assim vamos ter que te levar ao vet. de novo! E você não vai gostar…blá blá blá…

Agora vamos analisar esta cena do ponto de vista do Tobi: estou querendo atenção, ninguém fala comigo, um está no computador e o outro não larga o jornal… minha pata está coçando um pouco, vou conferir!

Assim que ele começa a se coçar, todo mundo para de fazer o que está fazendo.

Olham para ele, falam com ele, dão atenção para ele.

Mesmo que seja com uma bronca, é uma forma de atenção.

Sem considerar que não costumamos dar bronca quando suspeitamos que nosso cão ou gato está sentindo algum incômodo, sentimos pena.

Nestes casos, falamos de maneira doce, o que só reforça a confusão.

Então, como agir?

Não dê atenção quando ele se lamber, ele pode gostar e repetir este comportamento sempre que quiser atenção!

O ideal é ignorá-lo completamente, não fale com ele, olhe para o outro lado, disfarce!

Nem cruze o olhar com seu animal.

Assim não haverá o risco dele associar e confundir a interrupção como atenção.

É claro que ele não vai se lamber eternamente, então, assim que ele parar de se lamber, chame-o, dê algum comando – a ideia é ele ficar focado em você- e faça uma interação com ele (brinque, dê petisco, escove etc).

Outra opção é você sair do ambiente em que estão. Desta forma, ele vai entender que quando se lambe, perde sua companhia.

Os animais que se comportam assim costumam ser carentes. Se dependesse deles, receberiam carinho e atenção 24h por dia.

Esta costuma ser uma maneira deles deixarem bem claro que precisam da nossa companhia e interação.

Em contrapartida, “encha o tanque dele” de atenção!

O ideal é uma interação direta, com aquilo que ele mais gosta (escovação, carinho, brincadeira, exercícios de adestramento – sempre funciona melhor com petiscos).

Faça isso de preferência 2 x dia. Bastam poucos minutos, como se fosse um remédio.

O exemplo de lamber as patas é um clássico, mas os animais podem fazer loucuras para chamar nossa atenção.

Vale comer terra do vaso, raspar o chão, correr atrás da própria cauda, subir na mesa, roubar óculos, sapatos, meias…

Também é importante sabermos que estas atitudes não são “malandragens” desenvolvidas por eles.

Eles aprenderam por repetição! Tudo começou com uma coceira na pata que despertava a atenção dos humanos…

 

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agressividade

Escute aqui a minha participação no Programa Hora do Blush, com Isabella Saes no dia 29 de setembro de 2010.

O assunto foi “Agressividade”.

Clique no Play  para ouvir o primeiro bloco do programa.

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focinho do cachorro
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