tosse

 

Nesta época mais fria do ano, estamos acostumados a lidar com um maior número de casos de gripes e alergias em humanos.

É bastante comum as pessoas me perguntarem se os animais também ficam gripados.

Ficam sim!

Outra dúvida frequente, é se a gripe dos cães é contagiosa para a gente e vice-versa, se a nossa gripe pega nos cachorros.

Neste caso a resposta é : NÃO! 

Nós não corremos o risco de nos contaminar com a gripe canina, nem eles se contaminam com a nossa gripe humana.

A gripe canina, “Tosse dos Canis”  ou traqueobronquite infecciosa canina é uma infecção respiratória altamente contagiosa que acomete SOMENTE os cães. Infelizmente, esta gripe canina pode ocorrer em qualquer época do ano.

Ela é causada pelo vírus da Parainfluenza e pela bactéria Bordetella bronchiseptica.

O sintoma da infecção causada pela Bordetella bronchiseptica é uma tosse severa e seca, que é agravada pela atividade ou excitação. O auge da tosse é acompanhado de vômito e esforço na tentativa de expelir pequena porção de muco da traquéia. O animal pode apresentar febre, devido à infecção bacteriana secundária. Devido à alta contagiosidade, a doença pode ser transmitida rapidamente aos cães suscetíveis e provocar tosse intensa. Os sintomas mais severos são notados de 2-5 dias após a infecção, mas podem continuar por períodos mais extensos. O stress devido às más condições do ambiente, pode provocar recaída. 

Geralmente o animal é levado para clínica como se fosse uma emergência: o proprietário tem a impressão que ele engoliu algum objeto que ficou preso na garganta.

Muitas vezes é necessário fazer exames complementares como radiografia e exames de sangue (hemograma) para avaliar o risco de outras causas.

Nos casos brandos o animal se alimenta e se comporta normalmente, não apresenta febre e costuma melhorar sem tratamento em um período entre 7 a 12 dias. O maior incômodo é a força e a frequência da tosse. Às vezes, a tosse é tão forte, que nem o cachorro nem ninguém consegue dormir em casa!

Os casos mais graves costumam ser em filhotes e animais idosos.  A tosse passa a ser produtiva (com secreção) devido a contaminação bacteriana secundária (podendo até levar a um quadro de pneumonia). Nestes casos, o animal pode apresentar febre, secreção nasal e ocular, diminuição do apetite e prostração.

Existem vacinas disponíveis que são recomendadas para evitar a cotaminação.

A Zoetis possui duas opções de vacinas para evitar a Tosse dos Canis:  BronchiGuard® e a Bronchi-Shield III.

A BronchiGuard® é uma vacina injetável, que pode ser aplicada no cão ainda filhote, a partir da 8ª semana de vida, sendo a primeira vacinação composta de duas doses, com intervalo de duas a quatro semanas. Essa proteção deve ser reforçada anualmente, em dose única.

A outra opção  é a Bronchi-Shield III: vacina intranasal,  que dispensa o uso de agulhas! Basta aplicar o líquido nas narinas do cachorro! Ela também é prática por ser uma dose única e recomendada para cães a partir de 8 semanas de idade.

É indolor e uma alternativa excelente quando se precisa de uma rápida proteção.

A vacinação precoce, a partir dos dois meses de idade, evita que o animal se contamine antes de ter contato com os agentes causadores da enfermidade. Mas é importante imunizar também os cães jovens e adultos, pois a vacinação é uma aliada importante para proteger o animal da gripe o ano todo. Em qualquer situação é recomendável consultar o médico veterinário para manter o cão saudável.

A vacinação é extremamente recomendada para todos os animais e especialmente para aqueles que frequentam canis, hospedagens, aulas coletivas, parques e também para os cães idosos e/ou com problemas respiratórios.

Para prevenir a infecção deve-se evitar o contato com animais doentes e locais com muitos cães (pet shops, hospedagens, canis etc). O vírus é transmitido através de aerossóis, isto é, gotas eliminadas na tosse e no espirro. Esta contaminação pode ocorrer pelo ar ou através de objetos e pessoas que entraram em contato com animais doentes.

A vacinação é eficaz em animais sadios. Contudo alguns animais podem ser incapazes de desenvolver ou manter uma adequada resposta imune após a vacinação. Isto poderá ocorrer se os animais estiverem com alguma doença infecciosa, estiverem mal nutridos ou parasitados, ou estressados devido ao transporte, ou condições ambientais adversas, imunocomprometidos ou se a vacina não for administrada corretamente. 

Manter os cães vacinados é importante para a saúde dele e para evitar a contaminação para outros cães.

Fique atento a outras possíveis causas de tosse nos cães.

Alguns cães apresentam um quadro estranho, parece um ataque de espirros “para dentro”, como se o animal estivesse até sufocando!

Pode ser “espirro reverso”. Para saber mais, clique aqui.

Se ele já tiver mais de 7 anos, devemos suspeitar também de doenças cardíacas.

Para saber mais sobre cuidados com cães idosos, clique aqui.

Converse com seu veterinário.

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cinomose

A cinomose é uma doença altamente contagiosa causada por um vírus.

Esta virose só acomete os cães (lobos, furões, raposas também) e não se desenvolve em gatos e seres humanos.

Os sintomas podem ser muito variados pois o vírus afeta os sistemas respiratório, gastrointestinal e nervoso.

A transmissão se dá através do contato direto entre cães mas também pode ocorrer por contato com secreções dos olhos, narinas, urina, objetos contaminados e até pelo ar.

Os filhotes entre 3 e 6 meses costumam ser os mais acometidos, mas a cinomose pode ocorrer em qualquer idade, sexo e raça. Os idosos também ficam mais suscetíveis, especialmente se deixarem de ser vacinados.

A vacinação previne a doença, mas infelizmente no Brasil, muitos cães não são adequadamente vacinados.

Para saber mais sobre vacinação, clique aqui.

Os sintomas da cinomose podem ser brandos ou severos e geralmente os primeiros a serem notados são: secreção ocular e/ou nasal, dificuldade respiratória, tosse e prostração.

Ao longo do curso da doença podemos notar: inapetência, desidratação, vômitos, diarreia, incoordenação motora, convulsões, tremores musculares, paralisia entre outros.

Nem sempre é fácil fechar o diagnóstico pois muitos dos exames sofrem influências da imunidade do animal e podem não ser conclusivos. A história e sinais clínicos são muito importantes.

É preciso avaliar o estado geral do animal através de exames de sangue, RX tórax, exames das secreções e testes neurológicos.

Infelizmente não existe um tratamento específico para a cinomose, o objetivo é fortalecer o sistema imunológico do paciente e controlar as infecções secundárias. Dependendo da resistência do animal e da força do vírus, ele pode se recuperar. Alguns animais podem ficar com sequelas neurológicas como “tiques nervosos”, paralisias e convulsões (para saber mais, clique aqui).

Nestes casos, o tratamento com acupuntura ajuda muito.

É fundamental que o paciente se alimente bem e receba as medicações indicadas.

Os animais doentes devem ficar isolados para não contaminarem outros cães, assim como os potes de água e comida também devem ser desinfetados antes de serem usados por outros cachorros (água sanitária).

Os filhotes que ainda não terminaram o esquema de vacinação, não devem passear no chão da rua nem encontrar cães que não sabemos se são saudáveis e vacinados.

Se o seu animal está doente, não desanime e faça todo o tratamento indicado.

Na minha vida profissional já tratei diversos casos, com sucesso!

Vale a pena tentar!

 

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focinho do cachorro
rabo do gato