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Muitas crianças sonham e imploram para ganhar um cão ou um gato de presente.

O Dia das Crianças é uma oportunidade para elas realizarem este sonho.

Mas os animais não são objetos, não podem ser trocados, descartados ou doados se não se adaptarem bem ao novo ambiente.

Ter um animal de estimação é uma experiência riquíssima e só mesmo vivendo e experimentando, para conhecer o amor que nasce nesta relação.

O convívio de crianças com animais é muito enriquecedor (saiba mais em: http://www.bichosaudavel.com/animais-e-criancas/), elas aprendem a serem responsáveis e a respeitar o limite do outro entre outras experiências riquíssimas.

O problema surge quando a família não está decidida e preparada a conviver com um animal de estimação.

Ter um cão ou gato requer dedicação, tempo, planejamento e investimento financeiro.

Mesmo que a criança se comprometa a ajudar, realizando tarefas simples (como trocar a água ou escovar os pelos), a responsabilidade é dos adultos.

Os gatos exigem menos dedicação, não precisam passear, são menos dependentes e mais silenciosos. Mas também precisam de cuidados e atenção.

Os cães precisam de MUITA atenção, adestramento básico, passeios, atividades físicas e mentais além de muito carinho.

A expectativa de vida dos cães e gatos gira em torno de 12 anos (podendo chegar a 20!) e muitas pessoas não podem se comprometer por este longo período.

Se alguém na família for alérgico, vale a pena escolher bem o tipo de pelagem (saiba mais em: http://www.bichosaudavel.com/sou-alergico-a-animais-mas-quero-ter-um/).

Não se esqueça de checar se no local aonde a pessoa mora, é permitido ter animais.

Outra consideração importante é em relação às viagens. É preciso planejamento para não ser pego de surpresa na hora de arrumar as malas e programar a hospedagem do animal ou combinar com alguém para cuidar dele (saiba mais clicando aqui).

A decisão de ter um animal de estimação deve ser muito bem planejada. Por isso eu acho perigoso dar animais de presente.

Se após muita reflexão a decisão for por adquirir um animal, considere adotar ao invés de comprar. Existem muitas instituições com animais a disposição para adoção.

Se a ideia for adquirir um animal de raça, estude bem as características das raças e a qualidade das criações.

Conheça os locais que os animais são criados e tire todas as suas dúvidas.

Sejam felizes!

 

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petiscos
Os cães adoram ganhar petiscos e nós adoramos dar, não é mesmo?

Mas você sabia que se o seu cão “trabalhar” para ganhar este petisco ele vai ficar mais feliz ainda?

Uma pesquisa da Swedish University of Agricultural Sciences provou que os cachorros ficavam muito mais animados, abanando mais o rabo e mais ativos quando este petisco era oferecido como “pagamento”, quando os cães trabalhavam e mereciam recebê-lo, ao invés de simplesmente ganhar “de graça”.

Todos gostamos de completar uma difícil tarefa e alcançar um objetivo.

Sentimos orgulho e satisfação e uma grande sensação de bem estar.

Os cães também!

Tarefas simples, como sentar, deitar, dar a patinha devem ser executadas antes do seu cão receber um prêmio.

Outra maneira muito fácil e prática de estimular seu cão, é pedir para ele executar alguma tarfea, algum comando antes de alimentá-lo, colocar a coleira para passear, jogar uma bola…desta maneira ele aprende a prestar atenção em você e a controlar a ansiedade – muito comum nos cães!

Mas é importante tomar cuidado com o tipo de petisco oferecido.

Se o seu animal apresenta alguma restrição alimentar (alergias, doença renal, diabetes etc) converse com o/a vet. dele e peça orientação.

Se ele estiver acima do peso também é importante escolher opções com poucas calorias. (Clique aqui para saber mais)

Eu recomendo oferecer pequenos pedaços (mínimos mesmo, do tamanho da unha do seu dedo mindinho) várias vezes ao invés de entregar um pedaço grande, uma vez só.

O cão fica feliz em ser premiado e engole o pedaço em 1 segundo!

Vale mais a pena partir o alimento em pequenos pedaços e se dedicar mais tempo a treiná-lo e agradá-lo do que oferecer um pedaço grande, uma vez só.

Existem muitas opções de petiscos nas petshops, algumas mais naturais outras repletas de corantes!

Os animais têm preferências, assim como nós! Alguns amam os biscoitos crocantes e doces, tipo biscoito de maizena, outros preferem os mais macios e com sabor mais salgado.

Existem várias receitas, fáceis de fazer em casa, fora a opção de oferecer frutas, legumes, entre outras (clique aqui para algumas receitas).

Diversifique, experimente!

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cao velho e filhote

É muito comum as famílias planejarem adotar um novo filhote quando o cão ou gato da família começa a envelhecer.

A ideia é rejuvenescer o idoso e começar a fazer uma preparação para quando o animal mais velho já não existir mais…

Mas nem sempre este plano funciona bem, precisamos tomar alguns cuidados para não estressar o animal mais velho e proteger o filhote.

Se o cão ou gato idoso não tiver mais energia, paciência e disposição para lidar com o filhote, ele vai fazer de tudo para evitar o contato direto.

A principal linguagem utilizada pelos cães cães e gatos é a corporal.

Nem sempre a família humana percebe que o velhinho está tentando se “livrar” do filhote porque os gestos que eles usam para evitar contato podem ser muito sutis, como sair do cômodo que o filhote está ou não fazer contato visual, por exemplo.

Se o filhote for muito insistente, o animal mais velho pode exibir comportamentos mais ativos e agressivos, como mostrar os dentes, rosnar e até morder.

A reação mais natural da família humana é achar este comportamento muito compreensível e normal, é o mais experiente tentando “colocar o baixinho abusado no seu devido lugar”!

O maior problema é quando a situação foge ao controle. Nem sempre a família consegue “ler” a linguagem dos cães e gatos e podemos ter acidentes!

O filhote pode chatear muito o animal mais velho, fazendo ele sentir dores articulares, por exemplo. Ou então o animal mais velho pode acabar mordendo e machucando o filhote.

O ideal é pedir orientação para o/a veterinário/a e entender se a situação está controlada, se desenvolvendo conforme o esperado ou se agravando.

Os filhotes, tanto de cães como de gatos, precisam de muita atenção e atividades interativas. Eles precisam brincar, correr, roer(cães) e caçar(gatos)!

A família precisa se dedicar bastante para manter o filhote entretido e não deixá-lo perturbar demais o velhinho.

Quanto mais brincadeiras ativas, de correr, de esconde-esconde, oferecer brinquedos recheáveis com alimento, bolinhas de todos os tamanhos e tipos, melhor!

Se for necessário, devemos deixá-los separados, quando não pudermos ficar por perto.

Especialmente se formos sair de casa ou durante a noite de sono.

Se não houver este cuidado, a cada reação agressiva do idoso, o filhote pode reagir e eles podem acabar brigando e se machucando.

Não podemos correr o risco de “ensinar involuntariamente” para o filhote, que cães mais velhos são ameaçadores e assustadores, isto poderia atrapalhar a relação deste filhote com outros cães, por toda sua vida!

Muitas vezes, a chegada de um filhote na casa realmente traz alegria e mais atividade para o animal mais velho.

O filhote é animado e sempre disposto a brincar e se o idoso ainda tiver energia, ele vai adorar o estímulo.

Mas certifique-se que seu velhinho está saudável, sem dores (pricipalmente as articulares – saiba mais, clicando aqui) e capriche no processo de introdução do filhote.

Para saber como fazer esta introdução cuidadosa, clique aqui.

Se você tem a certeza que quer outro animal, prefira fazer isso antes do velhinho ficar com dificuldades locomotoras, enxergando menos ou até mesmo mostrando sinais de que está ficando “gagá” (saiba mais, clicando aqui).

Vai ser melhor para todo mundo! Para o velhinho que vai aproveitar a companhia, para o filhote que vai ter um “professor” ainda com disposição e para a família humana que vai conviver com os dois, num ambiente harmônico e equilibrado!

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gato feliz

Se o seu gato pudesse te dizer como seria sua rotina perfeita, como você acha que seria?

Gatos gostam e precisam de muito mais do que só comer e dormir!

Mas dormir é um assunto sério!

SONO

Eles dormem muito mais que nós (aproximadamente 16 horas por dia!), mas é um sono interrompido, eles acordam várias vezes. Saiba mais sobre sono, aqui.

Se o ambiente estiver muito calmo, sem estímulos, a tendência é dormir mais ainda, os gatos podem dormir mais porque estão entediados.

Gatos costumam adorar almofadas, camas, cobertores e superfícies quentinhas.

BRINCAR

Outro assunto que deve ser levado a sério é a brincadeira.

Gatos amam brincar!

Mas eles precisam de estímulos.

Na natureza, tudo que é pequeno e se mexe, chama a atenção de um gato. Nas nossas casas, há pouco movimento. Por isso devemos usar brinquedos simples, como uma varinha com um barbante e penas na ponta ou até mesmo com o apontador de laser – dá para descansar no sofá e brincar com seu gato ao mesmo tempo! Para saber mais sobre brinquedos, clique aqui.

Sabemos que os gatos de vida livre correm muitos riscos e têm uma expectativa de vida muito curta. Mas a vida é mais estimulante.

Dentro de casa, eles vivem com mais segurança, saúde e longevidade, mas pode ser muuuuuito chato. (Saiba mais sobre a diferença entre vida livre X confinada, clicando aqui)

Para evitar este tédio, devemos oferecer um ambiente rico em estímulos.

É fácil instalar prateleiras para o gato subir, locais próximos as janelas (teladas!) para que eles possam ver e ouvir os pássaros lá fora e arranhadores longos e bem posicionados para eles se alongarem e marcarem com suas unhas. Existem até DVDs com imagens e sons para enriquecer a rotina deles!

Existem muitas ideias para promover um enriquecimento ambiental para os gatos, nas nossas casas (saiba mais, aqui).

ALIMENTAÇÃO

Comer! Este tópico é muito importante!

Gatos precisam comer pouco, várias vezes ao dia. É como se eles “beliscassem” ao invés de fazer grandes refeições como nós, ou como os cães.

Se o gato está dentro do peso ideal, a maneira mais fácil é deixar ração seca disponível e oferecer ração úmida uma ou duas vezes ao dia. Se seu gato estiver acima do peso, é importante estabelecer outra rotina e oferecer um alimento com pouca caloria e muita fibra (existem rações específicas para emagrecer nas petshops).

Gatos são exigentes para beber água. Ela precisa estar fresca e limpa. Por isto eles gostam tanto de água corrente, mas não dá para deixar a torneira aberta…

O ideal é oferecer uma fonte (há várias ideias de como fazer em casa, na internet) ou pelo menos garantir que a água do pote está sempre limpa e fresca. É importante que o pote seja largo e de preferência, transparente, eles gostam de ver a água limpa.

BANHEIRO

Para o gato se sentir confortável, sua caixa sanitária precisa estar sempre limpa e num local tranquilo.

O número básico é pelo menos uma caixa por gato, mais um (isto é, se você tem 2 gatos, deve ter 3 caixas sanitárias em casa).

A escolha da areia também é importante, alguns gatos tem preferências por diferentes texturas. Evite as perfumadas.

Nunca posicione a caixa num local de difícil acesso ou que o gato precise passar por alguém (humano ou animal) que ele tenha medo.

CARINHO

A maioria dos gatos ama carinho!

Alguns gatos não ficam confortáveis com muitos abraços e agarrões e devemos respeitar.

Basta sentar no sofá e fazer um cafuné, escovar com uma escova macia, massagear as costas…seu gato vai ficar feliz!

GATOS NÃO GOSTAM DE…

É claro que os gatos são diferentes, nem todos gostam e desgostam das mesmas coisas, mas a grande maioria prefere não receber carinho na barriga, ser agarrado no colo, apertado e contido, não precisam tomar banho nunca (saiba mais aqui), sair de casa para ir ao veterinário, receber muitas visitas, obras em casa ou qualquer grande modificação na rotina da casa.

 

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A teoria da dominância, muito divulgada e aceita por muitos anos, se baseou no fato dos cães serem descendentes dos lobos.

Esta teoria diz que precisamos dominar os cães para eles nos respeitarem, que sempre haverá um líder que comanda todo seu grupo.

Estudos recentes provaram que é desnecessário, arriscado e inapropriado dominar os cães para treiná-los.

Os cães aprendem muito melhor se forem elogiados, incentivados e premiados quando eles acertam do que se forem punidos quando erram.

Nosso papel é induzi-los, favorecendo os acertos.

No estudo do comportamento dos lobos, observou-se que eles se organizavam de forma hierárquica.

Os lobos dominantes comandavam o grupo (alcateia) e os submissos respeitavam esta regra.

Atualmente, sabemos que estes estudos foram realizados com lobos que viviam livres, mas suas origens eram diferentes, isto é, eles estavam formando um grupo, mas não de forma natural.

Um lobo tinha vindo de uma região, outros foram capturados em outra e foram colocados no mesmo território.

Só esta informação já pode modificar muito a interpretação dos resultados.

O comportamento natural dos lobos nos ajuda a compreender alguns comportamentos dos cães, mas não podemos dizer que eles se comportam de maneira igual.

A domesticação dos cães (em torno de 14 mil anos atrás) promoveu muitas diferenças físicas e comportamentais entre eles e os lobos.

A dominância define relações entre os indivíduos e geralmente um indivíduo não é sempre dominante ou sempre submisso.

Estas características nós observamos nos cães.

Quem convive com mais de um cachorro já deve ter percebido que para um deles, comer primeiro é fundamental. Para o outro, cumprimentar quem chega em casa, na frente dos outros, é sua prioridade. Enquanto para um terceiro cão, passear na frente de todo mundo, é seu objetivo.

É claro que existem hierarquias sociais, mas elas não são sempre baseadas na dominância.

Nos estudos de espécies que apresentam uma hierarquia estável, também existem conflitos! Este é mais um motivo para questionarmos a dominância como justificativa para o bom relacionamento de um grupo.

Devemos repensar a forma de lidar com cães, evitando usar métodos punitivos que além de causar medo e dor nos animais pode ainda gerar reações agressivas perigosas.

Para saber mais sobre adestramento, clique aqui.

O treino positivo é muito mais eficaz e gentil!

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Os gatos podem apresentar comportamentos estranhos e alguns hábitos que parecem não fazer nenhum sentido.

Um exemplo clássico é a paixão por pequenos objetos sem graça, como um arame de fechar pacote de pão!

Esta paixão pode ser quase uma obsessão!

Alguns gatos passam horas perseguindo, carregando e brincando com uma fita plástica do saco de lixo ou com um elástico de cabelo.

O problema ocorre quando eles engolem o objeto e apresentam um quadro de obstrução intestinal.

Eu já precisei operar um gato que tinha 7 (!) lacres de plástico, de tampa de requeijão, no estômago.

Na maioria das vezes, a motivação é somente uma brincadeira, semelhante à caça de pequenos insetos e animais.

Mas também existem animais que ingerem objetos que não são alimentares.

Neste caso, chamamos de PICA, um comportamento compulsivo.

O tratamento é semelhante para qualquer compulsão, envolve mudanças na rotina e enriquecimento ambiental (saiba mais clicando aqui).

Nos casos mais graves, podemos precisar usar medicamentos psicoativos e realizar uma mudança nutricional visando aumentar a saciedade.

Alguns animais com deficiência nutricional, anemia, viroses (FIV e FeLV), doenças dentárias e hipertireoidismo também podem se alimentar de itens não alimentares, como areia da caixa sanitária, tecidos, madeiras etc.

Já o comportamento de mamar em objetos, animais, ou pessoas, é um resquício de um comportamento infantil em um indivíduo adulto.

Algumas gatas mamam nelas mesmas ou em outra fêmea que ela convive, na região das glândulas mamárias. Neste caso, é importante avaliar se não ocorre um estímulo na produção de leite, o que pode causar problemas como um quadro de mastite (para saber mais, clique aqui).

Quanto mais cedo o gatinho for desmamado, mais chance dele se tornar um sugador!

O mais comum é o hábito de “mamar” tecidos felpudos como lã enquanto “amassa o pão” com as patinhas.

A sensação que temos é que o gato está se sentindo bem, confortável. Assim como um neném com sua chupeta.

O perigo ocorre quando eles rasgam e engolem um pedaço do tecido (saiba mais sobre corpos estranho, clicando aqui).

Muitos gatos também gostam de “mamar” nossos cabelos!

Consideramos este comportamento normal e não buscamos tratá-lo.

Mas também não devemos estimular e jamais punir!

O melhor tratamento é oferecer brinquedos adequados, do jeito que seu gato preferir, estimular uma rotina de exercícios, atenção, escovação, diminuir os fatores estressantes, enfim, melhorar a qualidade de vida do seu gato!

Para assistir um vídeo, clique abaixo:

Gato mamando lã

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Muito se fala sobre as diferenças entre amantes de cães e amantes de gatos.

Existem até as expressões em inglês, “cat lover” e “dog lover”.

Ainda existe quem acredite que gatos são egoístas e interesseiros, mas sabemos que isto não passa de preconceito e desconhecimento.

Os gatos são extremamente interativos e carinhosos com aqueles indivíduos que ele conhece e confia.

Uma das vantagens em ter gatos é a possibilidade de dedicar menos tempo a eles.

Atualmente, nas cidades grandes, ninguém tem tempo sobrando.

Os gatos não precisam sair para passear 2 ou 3 vezes ao dia. Ninguém precisa voltar correndo para casa para que seu gato possa fazer xixi…já alguns cães, só urinam e defecam na rua e se ninguém aparecer para levá-los para passear são capazes de ficar mais de um dia sem urinar nem defecar!

Já quem convive com cães sabe que terá sempre um companheiro animado, esperando para brincar, correr e interagir bastante.

Os custos também podem ser bastante diferentes, especialmente se o porte do cão for grande. Neste caso, os gatos com alimentação, preventivos de pulgas e parasitos são bem maiores.

Mas o que é melhor?

Ah! Que pergunta difícil!

Não existe melhor, nem pior, são situações muito diferentes.

A convivência com cães é mais agitada, mais interativa, mas também requer mais tempo e dedicação.

Algumas pessoas precisam e gostam desta animação e da socialização que os passeios com os cães promovem.

É praticamente impossível sair para passear com um cachorro e não ser abordado por alguém na rua: “É macho ou fêmea?” “Qual o nome dele?” “Que fofo!” e por aí vai…

Conheço pessoas que fizeram amigos e até casais que se conheceram passeando com cachorro!

Os amantes de gatos costumam gostar de uma rotina mais calma, silenciosa e contemplativa.

Não há nada mais bonito e até poético do que ficar observando um gato se mexer, se espreguiçar…parecem esculturas vivas!

Não importa se você gosta mais de cães ou gatos, o importante é oferecê-los uma vida saudável, rica em estímulos e com muita troca afetiva.

Clique na foto 2016-04-29 (2)para assistir o episódio da webserie “Bichos!” sobre este assunto (selecione o “Cat lover X Dog lover”).

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Gato com fone de ouvido

Latir é normal. O problema é o exagero.

Em primeiro lugar, devemos entender porque o cachorro está latindo exageradamente.

Espera-se que o cão nos avise, dê o sinal de alguém que chega, latindo.

Mas os cães podem latir por diferentes motivos: ansiedade, tédio, solidão, para chamar atenção, para dar algum sinal ou simplesmente porque se sentem bem.

Se o seu cão late somente quando a família está em casa, ele é um sinalizador, quer te avisar sobre alguma ameaça (mesmo que somente na interpretação dele). Ou está tentando chamar sua atenção.

Nada como contar com seu fiel escudeiro para se sentir mais seguro, mas ele precisa parar de latir quando já fomos avisados do “perigo” (na maioria das vezes, uma visita). E é possível ensiná-lo.

Como em qualquer treinamento, precisamos ser claros e consistentes. O cão precisa entender o que queremos dele.

Não adiantar gritar “QUIETO” a distância, noutro cômodo da casa e continuar assistindo TV ou conversando. Enquanto isso, seu cão late desesperadamente na porta de casa.

Existem algumas técnicas de adestramento para ensinar o cão a controlar os latidos.

Experimente ficar ao lado dele. Quando perceber que ele vai latir, mande-o sentar. É claro que ele já precisa saber e obedecer o comando SENTA.

Assim que ele parar de latir, elogie-o e/ou ofereça um petisco.

Quando o cão late para chamar a sua atenção, experimente ignorá-lo COMPLETAMENTE, sempre que ele latir. Você pode até levantar e sair do ambiente. Lembre-se que para o cachorro, uma simples troca de olhares é compreendida como atenção. Nem olhe para ele.

Para não deixá-lo carente de atenção, sempre que ele desistir, parar de latir e estiver quieto, chame-o para brincar, escove-o, enfim, dê atenção.

Quanto melhor for a qualidade de vida do animal, mais equilibrado e feliz ele será e consequentemente, ele latirá menos.

Existem diversos brinquedos que deixam o animal entretido, como aqueles recheáveis. Usamos algum alimento saboroso e o animal fica envolvido em retirá-lo de dentro do brinquedo.

Saiba mais clicando aqui.

Estes tratamentos objetivam extinguir o latido em excesso e costumam funcionar muito bem porque retiram todas as recompensas que até então, reforçavam o comportamento indesejado.

Se o seu cão é extremamente agitado, ansioso e não tem nenhum nível de obediência, você pode precisar de ajuda profissional (adestrador e veterinário especialista em comportamento animal).

Vale a pena tratar os cães que latem demais. Não só para reduzir o barulho e não incomodar os vizinhos, mas também para ter um animal mais equilibrado e feliz.

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dog rolling

Se você está acostumado com cães já deve ter passado por esta situação…

Vocês estão passeando na praça, num sítio ou até mesmo numa praia e de repente, seu cachorro deita no chão de barriga para cima e começa a rolar freneticamente!

Nada de anormal até você perceber que ele estava rolando em cima de um bicho morto! Também poderia ser em cima de fezes ou de um peixe podre!

Que nojo! Que loucura!

Por que ele faz isso?

A resposta é simples, ele faz isso por instinto!

O objetivo do cão é disfarçar seu próprio cheiro!

Quando eles eram caçadores (assim como seus ancestrais lobos), não podiam bobear e deixar que suas presas percebessem que eles estavam por perto, prontos para devorá-las.

Outra teoria explica que o cachorro rola nestes “cheiros” para carregar esta informação no próprio corpo, para comunicar aos outros cães da matilha que ele encontrou algo interessante no caminho.

O autor do livro The Truth About Dogs, Stephen Budiansky, defende que o objetivo é marcar o objeto (carniça, fezes etc) com o cheiro do cão, e não o contrário. Assim como eles marcam as árvores, postes etc com sua própria urina.

É uma teoria possível, faz sentido.

Nós, humanos,  sempre nos preocupamos com higiene e limpeza, mas precisamos pensar que no mundo dos animais, o que parece nojento para nós, pode ser muito natural para eles.

É claro que ninguém fica feliz em ver seu cachorro que acabou de tomar banho rolando num peixe morto, mas ele está se comportando como um cachorro!

Eles precisam expressar seus comportamentos naturais para serem felizes!

 

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cao caixa dormindo sedativo
Nesta época de férias, muitos animais viajam com suas famílias (clique aqui para saber mais).
Pode ser de carro, ônibus ou avião.
Os cães e gatos costumam ficar assustados com estes transportes, especialmente se eles não estão acostumados a viajar.
É bastante comum as pessoas me perguntarem sobre sedar ou não seus animais, com o objetivo de oferecer mais tranquilidade e conforto.
Seria uma ótima ideia se a sedação não oferecesse riscos.

 

Os animais mais nervosos e medrosos podem ficar realmente desesperados ao se separar da sua família e viajar numa caixa de transporte.

Eu não recomendo a sedação, especialmente porque os animais não recebem assistência médica durante uma viagem de avião, nem a família teria como socorrê-lo se percebesse que ele não está passando bem.

A maioria dos sedativos pode causar baixa de pressão e o animal ficaria prostrado e com a temperatura baixa (preocupação ainda maior se ele estiver num avião).

Algumas drogas também podem causar o efeito reverso em cães! Excitação!

Ninguém quer correr estes riscos, até mesmo as companhias aéreas desaconselham o uso de sedativos.

Os sedativos já foram muito recomendados para reduzir o nervosismo e o medo em cães e gatos, mas atualmente devemos usá-los com muito cuidado.

O ideal é acostumar os animais a entrar na caixa de transporte, em casa, em situações calmas até eles ficarem bastante confortáveis dentro dela (clique aqui para saber mais).

Se o seu animal enjoa no carro, clique aqui para saber mais.

Boas férias!

 

 

 

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